De 2010, quando foi lançada, a 2014, a energia gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar dobrou em volume, tendo chegado a 20.815 gigawatts/hora (GWh) no ano passado, o que daria para abastecer 11 milhões de residências, ou o equivalente a 4% da energia produzida no País no ano e 52% da energia a ser produzida por Belomonte a partir de 2019.
A informação foi dada por Zilmar de Souza, superintendente da União das Indústrias de Cana-de-Acúcar (Unica), no lançamento do programa de certificação Selo Energia Verde, junto com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nesta segunda-feira (26).
O mais importante, segundo os representantes da entidade, é que essa energia gerada pela biomassa da cana equivaleu a poupar 14% da água dos reservatórios da região Sudeste, que enfrenta a maior crise hídrica de sua história. “A contribuição da biomassa na geração de energia é muito mais relevante em época de seca”, afirmou Elizabeth Farina, presidente da Unica.
Outra grande contribuição é para a qualidade do ar, uma vez que sem o uso da biomassa na matriz elétrica brasileira, o nível das emissões de CO2 na atmosfera seria 24% maior, informou Farina, com base nos estudos feitos pela entidade.
Para a presidente da Unica, o potencial da bioeletricidade pode ser muito maior. “Com o pleno uso energético da biomassa da cana, o potencial técnico dessa fonte pode chegar a 20 mil MW médios até 2023, o que corresponde à energia produzida por duas usinas Itaipu”, disse.
Cristina Rappa

