O empreendedor alemão Hans Stier desenvolveu uma máquina de café que utiliza grãos não torrados. É uma revolução, já que elimina uma etapa da cadeia ao permitir aos consumidores – e donos da máquina – comprar os grãos diretamente dos produtores.
Stier teve a ideia de criar a Bonaverde dois anos atrás, querendo mudar a forma como o café é negociado, percebido e apreciado. “Amamos a ideia de aproximar fazendeiros e consumidores e descobrir mais sobre a origem de nosso café diário”, escreveu ele no site.
Segundo a startup, até aqueles que moem seus próprios grãos estão consumindo um café que já passou por 17 estágios de produção – fazendeiro, torrador, embalador, distribuidor, vendedor e todos os outros passos entre eles. Esse modelo, de acordo com a empresa, faz com que os grãos cheguem ao consumidor somente seis meses depois de colhidos. A essa altura, garante Stier, o sabor pode ser reduzido significativamente.
A Bonaverde usa grãos de café crus, que são colocados em um recipiente no topo da máquina antes de o usuário definir o nível de torrefação. Todo o processo dura entre 12 e 14 minutos e basta apertar um botão para transformar o grão verde em um cafezinho.
Atualmente, a Bonaverde busca financiamento no site Kickstarter. A meta era de US$ 135 mil, mas Stier já arrecadou mais de US$ 500 mil.
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