Os momentos de crises são ideais para buscar soluções inovadoras. Os produtores de café estão enfrentando este ano uma forte crise e engana-se quem pensa que a solução é parar com os investimentos na lavoura. Destacam-se nesse cenário os melhores grãos, aqueles que recebem mais cuidados durante o ciclo produtivo.
A Coopeavi está incentivando os seus cooperados a produzirem esse café diferenciado. O fruto do trabalho desses associados junto a cooperativa vem surtindo alguns resultados positivos. Pode-se apresentar como argumento as exportações bem sucedidas para a Europa e América Central. Esse ano foram despachados mais de 1,4 mil toneladas de café para Itália e Cuba. Além de pagar o diferencial aos produtores quando negociações como essas são acertadas, a Coopeavi oferece estímulos como premiações em concursos de qualidade durante todo ano.
O Concurso Pio Corteletti – Conilon Descascado ofereceu R$15 mil em premiações e a comercialização do produto com a cooperativa por um valor bem superior ao pago no mercado. Em setembro, mês da premiação, a saca do Conilon estava cotada a um preço médio de R$240,00. Nessa ocasião o vencedor do concurso João Delpupo, cooperado e produtor de café na região de Afonso Cláudio, recebeu em torno de R$670,00 por saca inscrita, ou seja, ele teve um ganho de 179% por se dedicar e fazer um café especial. “Eu me sinto muito motivado em fazer cada vez mais um café melhor, descasco o café há apenas dois anos e este prêmio é sinal que estamos trabalhando de forma correta”, relatou Delpupo visivelmente emocionado após a entrega do prêmio.
A Coopeavi também apoiou outros concursos ao longo deste ano, como o Concurso de Qualidade de Microlotes em Santa Teresa, Concurso de Qualidade de Café de Vila Valério e IV Concurso da Qualidade do Café Conilon de Colatina.
O trabalho da cooperativa é sempre voltado para os cooperados. Cerca de 200 famílias foram beneficiadas com as exportações dos cafés. Aquelas que se destacam tem o trabalho reconhecido. Outro projeto de valorização do cafeicultor foi a parceria com a Meridiano, que originou no Café Espírito, o primeiro blend genuinamente capixaba. O produto foi comercializado na capital do Estado, em edição limitada, e junto a embalagem uma tag apresentando ao consumidor final a origem do café e o produtor. “O maior prazer do produtor é ver o consumidor tomar a segunda xícara de café”, afirma o cooperado Luiz Carlos Gomes, um dos cafeicultores que forneceu a matéria prima para a constituição do blend.
Os estímulos não param. Ainda este ano a Coopeavi premiará os produtores de café Arábica do Espírito Santo e Minas Gerais, que poderão se inscrever até o dia 12 de novembro, no concurso Pio Corteletti – Cereja Descascado Arábica. Serão distribuídos R$23 mil em premiações nos dois Estados. A entrega da premiação será feita em duas datas: no dia 6 de dezembro para os vencedores capixabas em Afonso Cláudio-ES e para os mineiros no dia 10 de dezembro em Caratinga-MG.
Domicio Faustino Souza

