Preço do milho em alta eleva projeções para safra seguinte

por admin_ideale

 


Após o milho estabelecer preços mais altos este ano, dado principalmente aos problemas climáticos que a safrinha enfrentou nos grandes polos produtores do País, a expectativa para a próxima safra do cereal não poderia seguir um histórico diferente e a safra 2011/2012 deve ter um incremento de 5,2% no volume. Os valores do grão neste ano devem seguir em alta, mesmo se a quebra de safra for menor, uma vez que a relação entre a oferta e a demanda segue bastante apertada.

Após as secas registradas em abril que afetaram principalmente a região Centro-oeste brasileira, a colheita prossegue mais lenta que o ano anterior. No Mato Grosso, a colheita atingiu a marca de 66,8% neste mês de julho, contra os 86,4% do mesmo período do ano anterior. A expectativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) é que até o final de agosto a colheita seja concluída. “Com o avanço da colheita em diversas regiões começamos a confirmar a quebra de produtividade que esperávamos após a seca. E devemos mesmo fechar com uma produção de 6,7 milhões de toneladas, contra os 8,4 milhões do ano passado”, frisou o pesquisador da entidade, Otávio Celidônio, ao DCI.

No Paraná, as incertezas quanto a produtividade e o tamanho da quebra de safra por conta das fortes geadas que afetaram o estado no final de junho ainda limitam os volumes de comercialização do produto no País inteiro, mantendo os preços aquecidos neste período de colheita.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto as quebras de safra não se confirmarem os negócios devem seguir mais lentos para o milho. “Apesar do retorno dos compradores nesta ultima semana, os volumes comercializados ainda são pequenos e não muito expressivos. Acredito que isso se dá pelo atual momento de incertezas em relação ao volume final da safrinha de milho Brasil. A segunda metade da colheita desta safrinha com certeza sofreu os impactos da seca de abril, e das geadas de junho, e com isso os compradores seguem retraídos à espera de uma resolução final”, garantiu o analista do mercadoLucílio Alves.

Para Alves, mesmo que o País não sofresse com o clima e a safra corresse normal, os preços seguiriam mais elevados dado principalmente a relação mais estreita entre a oferta e a demanda. “Mesmo se a quebra de safra não for do tamanho previsto, os preços devem seguir em um patamar estável, pois a relação oferta e demanda segue bastante equilibrada, precisaríamos de alterações muito grandes para realmente mexer no preço. Mesmo se por um milagre não tivesse perda nenhuma ainda assim o ritmo de exportação ajudaria a manter o preço”, comentou ele.

Por fim o pesquisador do Cepea contou que os produtores também não estão ofertando grandes quantidades neste momento, visto que a comercialização da soja estava bastante acelerada, abrindo mais espaços nos armazéns e gerando renda aos agricultores. “Como o ritmo de venda da soja foi bastante grande, e isso liberou em parte os armazéns, o vendedor não passa por nenhuma pressão, ou necessidade de caixa nesse momento. As dívidas também só irão vencer mais à frente. Então, sem pressão, a busca por novas vendas também não é grande”, disse Alves.

Com a expectativa de preços elevados o ano inteiro, o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, prevê uma safra de milho maior no ano que vem. Agora, a expectativa começa a refletir também a tendência de plantio no Brasil para 2011/2012. O relatório de intenção de plantio da consultoria aponta uma expansão de plantio da ordem de 5% na safra de verão. “Com uma ótima comercialização em 2011, os produtores estão tendendo a optar pela melhor tecnologia e isto trará bons sinais para a produtividade na safra de verão. Um plantio de safrinha apenas normal no próximo ano, com crescimento de 5,4%, tende a refletir o quadro favorável de preços em 2011 e o perfil de plantio da soja possivelmente mais precoce a partir de setembro. Estas duas configurações nos levam a uma safra potencial de 61,8 milhões de toneladas para 2012”, avalia o analista.

Segundo ele, o clima seguirá preocupando os agricultores brasileiros no ano que vem, dado que o fenômeno La Niña deve permanecer até o mês de abril do ano que vem. “Naturalmente, o fator clima continuará preponderante e novamente em um ano de La Niña, já que os mapas climáticos vão confirmando a permanência do fenômeno até abril do próximo ano, pelo menos. De forma geral o sul e o sudeste devem ampliar suas áreas na safra principal, e o centro oeste na safrinha”, finalizou Molinari.


 


DCI – Diário do Comércio & Indústria


 


 


 


Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.


(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)


 


Siga o Campo Vivo no Twitter  @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook


 

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar