A queda no preço do maracujá está preocupando agricultores da região Norte do Espírito Santo. A valorização fruta no mercado meses atrás motivou produtores da região a entrarem no negócio. Esse fato, aliado a uma safra positiva no primeiro semestre, ocasionou uma super oferta do produto no mercado nacional e queda nos preços do fruto para indústria.
Por outro lado, o valor pago pelo maracujá de mesa está em um patamar considerado razoável, de R$0,80 a R$1,20. Porém, grande parte dos produtores capixabas não tem maracujá para atender este mercado, que absorve os frutos da primeira colheita.
Na Cooperativa de Produtores Rurais de Jaguaré (Coopruj), a grande maioria dos produtores não está na primeira safra e só consegue vender para indústria que está pagando de R$0,10 a R$0,15, de acordo com Fábio Fiorott, presidente da cooperativa. “Quem é cooperado terá o preço que é estabelecido em contrato com a indústria de polpa de frutas de Linhares, mas só a partir de janeiro quando começa a vigorar o novo contrato”, afirma. Enquanto o contrato não começa a valer, produtores tentam encontrar saída para os frutos, porém muitos estão ficando até mesmo sem sair da propriedade. “Estão jogando fora”, informa uma fonte do setor agrícola.
Com a queda na rentabilidade na atividade, produtores estão cuidando menos da lavoura. Para Fiorott, isso pode ocasionar queda na produção. “Não acredito que o clima vai interferir muito na produção, mas sim a falta de tratos culturais dos produtores”, destaca.
Nesta terça-feira, uma reunião na Coopruj, às 19 horas, vai debater entre os cooperados um planejamento para tentar diminuir essas oscilações do mercado “Já manifestamos essa preocupação com os órgãos competentes”, diz Fiorott.
Redação Campo Vivo

