´A falta de informação aos agricultores é grande´, afirma agrônomo

por admin_ideale

 


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Assembleia Legislativa (Ales) para apurar possíveis irregularidades na aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras do Estado, mais conhecida como CPI dos Agrotóxicos, tomou dois depoimentos na manhã nesta terça-feira (25).


 


Sob a presidência da deputada Janete de Sá (PMN), a CPI se reuniu no Plenário Ruy Barbosa, a partir das às 10 horas, para ouvir o representante da Federação de Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), engenheiro agrônomo Fabrício Gobbo Ferreira, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria de Jetibá, Adilson Araújo.


 


Os convocados prestaram esclarecimentos sobre a contaminação, por agrotóxicos, de pequenos produtores rurais e das lavouras nas quais trabalham. As investigações da CPI começaram há seis meses, após denúncias da existência de índices de defensivos agrícolas acima do permitido por lei em alimentos comercializados no Estado.


O representante da Faes atribuiu a situação à falta de informação da população rural. Muitos trabalhadores não têm base educacional e treinamento adequado para a aplicação correta do produto. Segundo ele, a Faes trabalha para mudar esta realidade, oferecendo cursos de formação de mão de obra em parceria com instituições ligadas à agricultura e aos sindicatos rurais. “A partir do momento em que o trabalhador possui um relatório contendo a forma de aplicar o agrotóxico de maneira correta, ele passa a utilizar o produto dentro das normas. A falta de informação aos agricultores é grande. Atualmente a Faes oferece cursos, com diploma reconhecido, sobre temas que permeiam o uso de pesticidas nas lavouras”, afirmou Ferreira.


 


De acordo com o seu depoimento, a Federação realizou no ano passado 69 cursos de treinamento para os pequenos produtores. Desde 2000, quando começou o projeto da Faes, já foram formadas 600 turmas, beneficiando 11.164 trabalhadores rurais.


 


Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria de Jetibá, Adilson Araújo, a situação na região serrana do Estado não é diferente. Segundo ele, a desvalorização do homem do campo e de seu trabalho pode ser causada pelo uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras.


 


A presidente da CPI, deputada Janete de Sá, solicitou aos depoentes informações sobre casos de pessoas contaminadas pelo uso de pesticidas. Os dois afirmaram que conhecem vários casos, mas não apresentaram dados exatos. A CPI dos Agrotóxicos disponibilizou um endereço para receber denúncias: cpiagrotoxicos@gmail.com.


O deputado Atayde Armani (DEM), relator da CPI, garantiu ao final da reunião que apresentará seu relatório em 15 de setembro.


 


Redação Ales

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