Duas empresas exportadoras de mamão localizadas no Norte do Espírito Santo confirmaram ter despachado pallets de madeira com mamão – uma espécie de suporte para cargas -, no Airbus da Air France, que caiu no Oceano Atlântico, na semana passada. Nos primeiros dias de busca, a Aeronáutica disse ter localizado destroços dos pallets, mas voltou atrás e desmentiu a informação, após a Air France ter dito que não se tratava de uma peça do voo 447.
Rosângela Caliman, uma das acionistas da Caliman Agrícola, empresa localizada em Linhares, explicou que a empresa despachou pela Air France seis pallets, cada um com 504kg de mamão. “Acompanhamos o noticiário e achamos estranho quando disseram que os pallets não estariam no avião. Nossa empresa usa pallets que têm madeira na base de sustentação. Temos notas fiscais e documentos que comprovam o envio”, disse.
A empresária frisou que a carga de mamão tinha como destino final a cidade de Paris, na França, e que a Caliman sempre utilizou o transporte aéreo para envio das encomendas. “A carga sai de Linhares e vai por caminhão até o Rio de Janeiro onde é embarcada nos voos para Europa”.
Já o representante da empresa Frutas Solo, localizada em Sooretama, também no Norte do Espírito Santo, Emerson Silva, confirmou ter enviado oito pallets para o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, de onde partiu o voo 447.
A carga deveria ter sido embarcada no voo 443 da Air France. Mas, segundo ele, houve mudanças na hora do embarque, e seis pallets viajaram no 447. Silva afirmou que as imagens do objeto localizado pelas equipes de busca lembram o modelo a as dimensões da caixa.
Em seu site na Interent, a Frutas Solo informa que trabalha no ramo de exportação de mamão papaya desde 2001, quando iniciou as atividades direcionadas à Europa. O texto ainda diz que a exportação acontece por via marítma ou aérea.
Globo Online – com informações do Gazeta Online

