Inteligência do café: Aumento da competitividade e análise de concorrência. Esse foi o tema da palestra ministrada pelo chefe de operações da Organização Mundial do Café (OIC), José Dauster Sette, que apresentou dados sobre a forma de trabalho da Organização e mostrou quem são os principais concorrentes do Brasil. A palestra fez parte da programação do segundo dia do VI Simpósio de Pesquisas de Cafés do Brasil, evento promovido pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café e realizado este ano pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), pela Secretaria de Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag) e pela Embrapa Café.
José Sette apresentou dados importantes sobre o mercado cafeeiro mundial. De acordo com pesquisas feitas pela OIC, somente os cafés do tipo Robusta (Conilon) apresentaram aumento gradativo, nos últimos 30 anos, das importações mundiais de café verde. Outro dado interessante apresentado por Sette é que a América Latina foi a região que teve o maior aumento no consumo de café no período entre 2000 e 2007.
De acordo com o representante da OIC, o Vietnã se destaca como o maior produtor mundial de café Conilon, desde que superou o Brasil nos anos 90. “O Brasil precisa rever sua competitividade em relação ao Vietnã e se preocupar com os outros países para que possa se estabelecer com certo dinamismo no mercado mundial. Isso é estratégico, pois apesar de ser o maior produtor mundial de café, está longe de ser o maior exportador. A inteligência do café tem grande importância para a agenda estratégica dos países”, destaca.
Ele também apresentou os tipos de relatórios que estão disponíveis no site da OIC. A idéia é que cada País membro utilize os dados para desenvolver analises e, assim, estudar seus concorrentes. As informações são das mais específicas, como números sobre exportações ou importações de todos os países produtores, e até mesmo as mais específicas, como estatísticas sobre a produção de café orgânico.
“Cabe a cada País destacar as informações mais importantes e usá-las estrategicamente como achar melhor”, destaca o especialista. A OIC também desenvolve relatórios mensais sobre o mercado mundial de café e estudos que envolvem temas como o consumo de países não membros, os preços dos fertilizantes, a crise mundial, obstáculos ao consumo e os efeitos das tarifas aduaneiras sobre o mercado cafeeiro.
O VI Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil segue com sua programação até a próxima sexta-feira (05), no Centro de Convenções de Vitória, e tem como tema “Inovação Científica, Competitividade e Mudanças Climáticas”.
Beatriz Toso

