Seres bem pequenos, difíceis de se ver e notar, podem se apoderar de parte considerável dos lucros de criadores de gado menos atentos. Esses verdadeiros “sócios invisíveis” estressam os animais, atrapalham a reprodução, roubam sangue e ainda abrem porta para outras doenças. Com alta prevalência em todo o País, parasitas internos e externos de bovinos e equinos, entre outros animais, representam um desafio perene aos criadores.
É preciso disciplina, vigilância, e ações de controle em várias frentes para evitar que eles mordam uma fatia considerável dos lucros. Além dos tratamentos químicos convencionais, práticas alternativas também podem ajudar a eliminar de vez esses pequenos aproveitadores.
Para o veterinário José Bráulio Florentino Júnior, do Complexo Rural Veterinário, em Goiânia, quando o assunto são parasitas internos o uso de vermífugos sistêmicos – que protegem contra uma série de parasitas – é uma das formas de controle mais indicadas.
CICLO REPRODUTIVO
A aplicação deve ter um reforço em 15 dias, para “quebrar o ciclo reprodutivo” dos parasitas. Bráulio sugere três aplicações anuais do produto: a primeira no início do período das águas, entre outubro e novembro, a segunda em fevereiro, e a terceira aplicação já em maio, com o fim das chuvas. “A alta humidade e calor favorecem o crescimento das larvas e reinfestações.”
Outro cuidado importante, segundo o veterinário, é aplicar exatamente a dose recomendada do produto para o animal. “O ideal é até que você dê um pouco a mais, uma vez que os produtos são ministrados de acordo com o peso do animal, um dado que nem sempre é conhecido”, explica.
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