Saldo da balança do agronegócio chega a US$ 50 bi

por admin_ideale

 


O saldo da balança comercial do agronegócio chegará a inéditos US$ 50,0 bilhões em 2007, o que representa um aumento de 17% em relação ao saldo de 2006.


 


Segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as exportações do setor totalizarão US$ 58,5 bilhões, este ano, com aumento de 18,4% em relação ao total de US$ 49,4 bilhões exportados no ano passado. As importações também devem crescer, atingindo US$ 8,5 bilhões, resultado 26,9% superior ao total de 2006. “O aumento mais acelerado das exportações em relação às importações acabou provocando um incremento inédito de 237,6% do saldo comercial nos últimos oito anos”, observou o assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da CNA, Antônio Donizeti Beraldo.

A análise dos resultados da balança até novembro mostra que os setores de carnes e do complexo soja continuam sendo os principais responsáveis pelo desempenho do setor. As exportações do conjunto das carnes, por exemplo, cresceram 29,7% no período, como resultado do aumento de 15,7% na quantidade exportada e de 12,1% nos preços internacionais. Vale registrar que o aumento mais expressivo ocorreu no segmento da carne de frango, cujas exportações aumentaram 43,3%, totalizando US$ 4,16 bilhões até novembro. “As exportações de carne de frango deverão superar as exportações de carne bovina em 2007”, prevê o assessor técnico da CNA, devido ao aumento de 16,5% no volume exportado e de 23% dos preços pagos pelo produto. Embora também apresentem crescimento nas exportações, as carnes bovina e suína cresceram em ritmo menos acelerado, a taxas de 13,8% e 11,2%, respectivamente.

Quanto ao complexo soja, as exportações bateram novo recorde, apresentando crescimento de 22,7%, que totalizou US$ 10,81 bilhões exportados até novembro. “O desempenho desta commodity manterá a soja como o principal item da pauta exportadora do agronegócio em 2007”, avalia Antônio Donizeti. Segundo ele, o Brasil também foi beneficiado pela colheita de uma safra recorde de 57,55 milhões de toneladas, 7,8% maior do que a anterior.

O milho é outra cultura que começa a se destacar entre os itens que sustentam o bom desempenho do agronegócio na pauta exportadora do País. O produto brasileiro vem abrindo espaços significativos no mercado externo, em conseqüência do aumento do consumo interno de milho nos Estados Unidos para a produção de etanol e a redução das exportações norte-americanas. As exportações já aumentaram 307,3% de janeiro a novembro, alcançando a soma inédita de US$ 1,7 bilhão, para um volume superior a 10 milhões de toneladas exportadas.

Os únicos produtos da pauta exportadora do agronegócio que registraram queda nas exportações foram o complexo sucroalcooleiro e os produtos da pesca. Os setores de açúcar e álcool enfrentaram a queda dos preços internacionais e os produtos da pesca tiveram redução nos preços e na quantidade exportada. Quanto às importações, o aumento foi de 30,3% em relação ao mesmo período de 2006, atingindo US$ 7,86 bilhões até novembro. Os motivos deste crescimento foram o barateamento do custo dos produtos importados pelo câmbio favorável e o aumento de 44,0% nas importações de trigo.


 


 


Assessoria de Comunicação da CNA

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