Os pecuaristas gaúchos estão dando o primeiro passo para implantar a rastreabilidade no rebanho ovino. A ação é desenvolvida pelo projeto Cordeiro de Qualidade, por meio de parceria entre o Programa Juntos para Competir (coordenado pelo Sebrae, Senar e Farsul) e a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). A intenção, segundo o presidente da Arco, Paulo Schwab, é certificar os 3,5 milhões de ovinos do Rio Grande do Sul para abastecer o mercado externo. “O Brasil é sempre questionado. Se não fizermos isso agora, teremos que realizar mais adiante”, frisou.
Os primeiros beneficiados são 40 produtores de Dom Pedrito, São Gabriel, São Martinho da Serra e Quaraí, que concordaram em participar do projeto-piloto iniciado em setembro, mas planejado durante nove meses. Os pecuaristas estão divididos em quatro grupos e respondem pelo plantel de 5 mil cabeças. Conforme a coordenadora setorial de Agronegócio do Sebrae/RS, Alessandra Loureiro de Souza, as ações buscam qualificar os cortes desde o criador até o consumidor. Um dos principais requisitos é a identificação após o nascimento. Conforme Alessandra, o brinco e o registro dos exemplares é realizado pela associação. “Isso vai permitir que o consumidor possa saber de onde vem a carne”, argumenta. Outra exigência é o controle da idade e do peso para abate. O animal não pode ter mais de um ano de vida e deve estar na faixa de 25 quilos a 40 quilos. “Não queremos que o nosso produto entre na vala comum”, justifica a coordenadora. Não há restrição com relação à raça dos ovinos.
O primeiro abate está programado ainda para este ano. De início, os cortes devem ser comercializados em Porto Alegre e Caxias do Sul. “Não adianta ter preocupação com qualidade e não saber vender”, salienta. Neste sentido, também há a possibilidade de se constituir um fundo para dar suporte à promoção.
Correio do Povo – RS

