A infração testemunhada pela Folha “ocorre no país todo, pois ninguém toma conta disso”, afirma o ex-ministro da Agricultura Marcus Pratini de Moraes, atual presidente da Abiec (associação dos exportadores de carne). “Nada justifica a falta de ação e a omissão do governo na área sanitária. Não é fácil, mas é preciso agir.”
Pratini diz que o ministério não realizou contratações por 23 anos e em sua gestão (1999 a 2002) houve esforço para elevar o mercado interno ao mesmo patamar de qualidade do externo. Faltou, segundo ele, continuidade nas ações.
“A partir de 2003 houve uma deterioração do sistema sanitário por absoluta falta de recursos, falta de prioridade.” Perguntado sobre qual seria a prioridade atual da pasta, disse não saber: “Eu me pergunto isso”.
“O país é a última fronteira agrícola, está crescendo de importância perante a população mundial e não dá a importância que deveria às exigências sanitárias do mercado externo nem do interno. É preciso que a sanidade animal e vegetal volte a ser prioridade no país. Temos de estar preparados para responder a objeções de outros países”, diz o ex-ministro.
Folha de São Paulo

