Investimento na lavoura deve ajudar a baixar os preços do feijão

por admin_ideale

 


O arroz e o feijão, combinação básica na alimentação do brasileiro, que nos últimos meses vem onerando o bolso do consumidor, deverá ficar mais barata no próximo ano, segundo informou ontem a COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), que ontem divulgou a sua segunda previsão da safra 2007/08.


 


O feijão ficará mais barato justamente porque agora alcançou o maior valor dos últimos 10 anos: R$ 170 a saca de 60 quilos no Parará. Com mais recursos obtidos com a venda da colheita da safra anterior, o produtor de feijão poderá investir mais nas lavouras e, presumivelmente, alcançar resultado melhor. “O setor agora deve plantar mais e os preços voltarão a baixar, já que a oferta será maior a partir de janeiro”, explicou o diretor de Logística da CONAB, Silvio Porto


 


Já para o arroz a explicação é que os estoques ainda estão altos. Além disso, segundo a CONAB, a estimativa é de aumentar em 1% a área plantada. Desde 2005, o preço do arroz tem se mantido em patamares baixos, porque em 2003 houve recorde na safra do cereal, o que elevou os estoques do país.


 


“No caso do feijão, esperamos que haja uma redução de preços em relação à segunda safra. Teremos preços muito bons para o consumidor. Em relação ao arroz, os preços devem cair e isso será importante para formação dos índices de inflação”, explicou Porto.


 


Se comer arroz e feijão todo dia é tradição na mesa do brasileiro, o pãozinho também é essencial no café da manhã. As previsões para o trigo são mais complexas. Nas projeções da CONAB, com o aumento de 70% na produtividade de trigo no país, em relação a última safra, a dependência do produto argentino vai cair. Isso pode resultar em preços melhores.


 


No entanto, os argentinos aumentaram de 20% para 28% a tarifa de exportação do trigo, logo, o produto vai chegar ao Brasil mais caro. Além disso, os parceiros do Mercosul querem estimular as exportações da farinha de trigo, para estimular venda com maior valor agregado e gerar empregos.


 


Gazeta Mercantil

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