Venda da Fertilizantes Heringer para russos é cancelada

por Portal Campo Vivo

Foto: Reprodução

Após ter a transação de venda aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no último dia 23 de dezembro, a Fertilizantes Heringer comunicou que não houve acordo com os dois grupos russos que tinham interesse em comprar a companhia e a transação não será mais realizada.

A desistência foi comunicada pela empresa aos investidores no último dia 27 de dezembro. A companhia – que instalou sua primeira unidade de produção no Espírito Santo em 1979 e já chegou a representar 20% do mercado de fertilizantes brasileiro – entrou em processo de recuperação judicial em 2019 e a venda para os russos era avaliada como a principal alternativa de retorno ao mercado.

No comunicado, assinado pelo Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Heringer, Dalton Carlos Heringer, a empresa informou que “as partes não conseguiram chegar a um consenso a respeito dos termos e condições da operação que culminaria com a titularidade, pelo investidor, das ações que representam o controle da Companhia”. A empresa afirmou ainda ter “enviado os seus melhores esforços para concluir as negociações em termos e condições aceitáveis a ambas as partes”.

Os investidores em questão são os grupos russo Uralkali e Uralchem, que já atuam no ramo de fertilizantes e iriam se tornar titulares da maioria das ações da companhia. O negócio foi anunciado em setembro de 2019 e previa um aumento de capital por parte da Heringer de até 115 milhões de dólares. Após o anúncio, as ações da companhia chegaram a ter valorização de 23,68%.

Procurada, a Heringer não retornou aos contatos da reportagem para especificar os motivos da desistência do negócio. A companhia conta com uma unidade de produção em Viana e, no ano passado, fechou unidades pelo País e demitiu centenas de funcionários.

Segundo o jornal Valor Econômico, uma fonte anônima ligada ao mercado revelou que a marroquina OCP, que detém 10% das ações da Heringer, foi contrária aos termos do acordo da empresa brasileira com as companhias russas, o que poderia ter sido a causa de o negócio não ter se concretizado. A canadense PCS também detém percentual de 9,5% do controle da companhia.

Mercado do Cacau

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