Venda de agrotóxico cai e produtos ilegais já representam 20% das vendas

por admin_ideale

Dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) confirmam a redução na venda de defensivos agrícolas no ano passado. De acordo com o balanço anual do setor, a queda foi de 21,6% em comparação com 2014, com um total de US$ 9,6 bilhões. A desvalorização do real e a dificuldade para obtenção de linhas de crédito rural são alguns dos motivos para a redução nas vendas.

“A questão do crédito e a inadimplência no campo preocupa o setor significativamente. Por conta dessa condição, a indústria acaba financiando quase 70% das vendas aos agricultores”, comenta Silvia Fagnani, vice-presidente executiva do Sindiveg. A queda do setor no Brasil teve forte impacto no mercado global, que registrou queda de 9,8% em 2015. É o primeiro ano de queda no setor após um período de cinco anos de crescimento.

As vendas por Estado continuam sendo lideradas pelo Mato Grosso com 23% do total de negociações, seguido por São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul com 13%. A soja continua sendo a cultura com maior demanda, representando 52% das vendas, com cana-de-açúcar e milho com 10%.

Contrabando

O contrabando, no entanto, é o grande vilão do setor e já representa até 20% das vendas de defensivos agrícolas no Brasil. Mesmo sendo o produto mais comercializado devido ao número crescente de pragas, os inseticidas registraram queda de 35,2% nas vendas em 2015. “A ilegalidade no mercado é um grande problema do setor, não somente pelas questões econômicas impactadas pela atividade irregular, mas, sobretudo, pela questão de segurança alimentar da população e risco de contaminação do meio ambiente. Desconhecemos a segurança desses produtos no campo, e por consequência, na mesa da população, uma vez que não passam pelo crivo das autoridades regulatórias”, completa Fagnani.

Para se ter uma ideia, em 2014, o Paraguai importou US$ 110 milhões excedentes à necessidade interna de Benzoato de Emamectina, inseticida registrado em caráter emergencial para combate à praga Helicoverpa armígera. Este excedente foi provavelmente todo destinado ao mercado brasileiro informalmente, sem registros de agrotóxico nem regularização das importações.

A indústria, que trabalha com 80% de insumos importados, também teve dificuldades em repassar o aumento de custos aos preços e perdeu em receita. “A desvalorização cambial ocorrida no ano, em torno de 50%, trouxe um forte impacto na rentabilidade das empresas, as quais não conseguiram repassar esta desvalorização para o campo”, comenta a vice-presidente executiva.

O volume total das importações de defensivos agrícolas em 2015 apresentou queda de 6,10% em relação ao ano anterior, atingindo 392.526 toneladas.

 

 

Gazeta do Povo (AgroGP)

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar