ES tem perda prevista de R$ 1,2 bilhões com safra do café em 2015

por admin_ideale

A estiagem ocasionou queda na produção do café conilon no Espírito Santo. Segundo o Centro de Comércio de Café de Vitória, a produção de 2015 perdeu cerca de 4 milhões de sacas do produto, o que representa um rombo de R$ 1,2 bilhões na economia do estado. 

"O Espírito Santo atravessou a pior seca dos últimos 40 anos, segundo o Incaper. Em dezembro de 2014 a janeiro e fevereiro de 2015, o nível de chuvas foi pequeno. Isso está refletindo no café, nessa produção, que é bem menor do que a de 2014", explicou o presidente do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), Jorge Luiz Nicchio. 

Os cinco principais destinos do café do estado são Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Turquia. De acordo com o CCCV, as exportações de 2015 aumentaram 40% nos cinco primeiros meses, em relação a 2014, mas esse café é da safra passada, de 2014. A expectativa é que o volume de exportação diminua a partir de agosto e setembro de 2015.

"Para falar em números absolutos, em 2015, nós vamos colher cerca de quatro milhões de sacas a menos que em 2014. Isso significa 1,2 bilhões a menos na economia capixaba", completou o presidente do CCCV.

Para Jorge Luiz Nicchio, o produtor é o mais prejudicado, mas a queda na produção atinge outras áreas da economia. "Isso vai refletir na economia como um todo. É menos dinheiro circulando, é menor arrecadação para o Espírito Santo também", comentou. 

De acordo com o Centro de Comércio de Café de Vitória, o mercado de café é cotado a níveis internacionais. "A alta do dólar não vai nem para o produtor nem para o exportador. O que é vantajoso é que o café do Espírito Santo ganha em competitividade com os seus principais concorrentes, que são a Colômbia e o Vietnã", disse o presidente do CCCV.

Concorrentes
O segundo maior produtor mundial de café é o Vietnã, com uma estimativa de 29 milhões de sacas para 2015, sendo 95% de conilon. A Colômbia, que é o terceiro maior produtor, com 13 milhões de sacas. Minas Gerais, que é o maior produtor do Brasil, tem uma perspectiva de produção maior do que em 2014.

Safra
A safra do café conilon teve queda de 50% em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo.

"Foi um susto muito grande. Quando nós trazíamos o café para secar e pilar, o café não dava o que se esperava. E os compromissos agora? Chega na hora de pagar, tem que pagar", disse o produtor rural Romário Medeiros.

Em 2014, o produtor colheu 3.800 sacas do grão. A produção de 2015 não chegou nem a 1.600 sacas, uma queda de 54%. 

São poucas as lavouras que ainda têm café no estado. A colheita já terminou em 80% das propriedades.

De acordo com o Incaper, as perdas nas lavouras chegam a 50%. Por conta da longa estiagem, o produtor José Colombi Filho também perdeu metade da produção.

"O verão foi tão abafado, tão quente, sem chuva, que mesmo irrigando as plantas não aguentavam. A terra estava molhada, mas a planta estava sentindo", explicou José Filho.

O armazém da maior cooperativa do estado não fica cheio. "O café que entra na cooperativa, entra por uma porta e sai pela outra. O sócio gosta de guardar café, mas hoje não está dando para guardar, o preço é muito alto", contou o responsável pelo local.

 

 

G1 ES

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