No primeiro semestre de 2015, a energia elétrica ficou entre os principais fatores de impactos na inflação do país. Se o aumento afeta diretamente o bolso do consumidor, para o produtor rural não é diferente. No Espírito Santo, os agropecuaristas estão sentindo o reflexo da elevação das tarifas de energia elétrica, que passou de R$ 0,179 para R$ 0,337 por quilowatt/hora no período de um ano.
Esse aumento do custo é reflexo dos reajustes que passaram a vigorar desde o mês de março. Os valores são repassados diretamente para as planilhas de custo de produção dos alimentos no campo, o que vem gerando dificuldades para o produtor rural. “Estamos em um momento de economia desacelerada e os aumentos de custos acabam influenciando na capacidade competitiva do agronegócio. Isso tem afetado os resultados do agricultor”, afirma Antonio Roberte Bourguignon, diretor do Sindicato Rural de Linhares.

Abril 2014 = Tarifa de R$ 0,179

Abril 2015 = Tarifa de R$ 0,337
O diretor destaca que a energia é um insumo básico para o segmento rural já que diversas atividades produtivas dependem desse fator para produzir alimentos, como na irrigação, equipamentos de controle de temperatura, entre outros. “O setor produtivo não pode ficar com essa conta, pagando o custo de políticas ineficientes para produzir e ficando sem competitividade em sua atividade econômica”, diz Roberte.
Energia com oscilações e atendimento insatisfatório
Além do alto custo pago pela energia elétrica, os produtores rurais ainda convivem com outro problema no interior: oscilação constante da tensão que resulta em prejuízos nos equipamentos e na eficiência produtiva. De acordo com o Sindicato Rural de Linhares, há um alto número de reclamações devido a queda de energia na zona rural e também sobre a solução de demandas encaminhadas à concessionária de energia local. “Há produtores que reclamam sobre os registros das solicitações presenciais na concessionária. Nosso pedido é que sejam emitidas vias impressas para o produtor e para a própria concessionária para tornar a solução mais eficiente”, diz Antonio Roberte.
Redação Campo Vivo

