Na manhã desta terça-feira (9), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua segunda estimativa para a safra 2015/16 de café do Brasil que deverá chegar a 44,28 milhões de sacas de 60 kg. O resultado, que considera a produção de arábica e conilon, mostra uma redução de 2,3% com referência à safra passada de 45,34 milhões de sacas. O número é menor do que as estimativas privadas divulgadas recentemente para esta temporada.
Com esta informação, a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica, principal referência de mercado, precificou esses dados no pregão de hoje. No início da sessão, as cotações chegaram a operar em baixa, mas com a divulgação logo passaram para o campo positivo.
O contrato julho/15 fechou o pregão com 133,55 cents/lb, o setembro/15 registrou 139,55 cents/lb e o dezembro/15 anotou 143,00 cents/lb, ambos com 80 pontos de valorização. O vencimento março/16, mais distante, encerrou o dia com 146,20 cents/lb e alta de 70 pontos.
Segundo o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado, os dados da Conab deram suporte ao mercado, mas ele diz que vale lembrar que as cotações esboçam a alguns dias uma sequência de alta motivada por fatores técnicos.
"A divulgação da Conab é claro que ajuda, mas também tem o câmbio que favoreceu o fechamento de hoje. O andamento da colheita que está lento e apresentando grãos de pouco rendimento também acaba ajudando na alta do mercado externo", afirma.
Ainda de acordo com o analista, tecnicamente as cotações devem continuar esboçando alta e buscar o patamar de 140,00 cents/lb. "Isso só vai mudar se começar a fluir a safra e entrar mais produto no mercado", diz.
Estimativa Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou nesta terça-feira (9) a safra brasileira de café em 2015/16 em 44,28 milhões de sacas de 60 kg. O resultado foi influenciado por uma leve alta na estimativa para o café arábica e uma redução expressiva na expectativa para a variedade robusta.
O recuo que se observa no café robusta é de 13% devido a questões climáticas. A forte estiagem no período de formação e enchimento dos grãos, aliada às altas temperaturas na região produtora do estado do Espírito Santo, interferiram de maneira negativa na produtividade, informa a Companhia.
Já o café arábica deverá apresentar um acréscimo de 1,9%, graças principalmente à evolução da cultura na Zona da Mata mineira e também na produção do Paraná que se recupera da forte geada de 2013.
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