Apesar do aumento das taxas de juros da maioria dos programas do PAP, ele avalia que o aumento de volume de crédito, de R$ 187,7 bilhões – 20% a mais em relação ao plano 2014/2015-, vai compensar a alta dos juros. “Com certeza foi além do que esperávamos. O país vive um momento de incertezas e perspectivas não muito boas e nosso receio era não haver recursos, mas este volume vai nos proporcionar que tenhamos uma excelente safra”, destacou João Martins, presente na cerimônia de lançamento.
O presidente da CNA ressaltou que a alta dos juros não pode ser ignorada, mas reconheceu que a questão é decorrência do período inflacionário pelo qual o país passa. “Claro que é um aumento significante e que vai ter peso nos custos de produção. Mas é melhor ter juros maiores com mais recursos do que não termos crédito suficiente”.
João Martins elogiou, também, a criação do Grupo de Alto Nível da Lei Plurianual da Produção Agrícola Brasileira (LPAB), responsável por discutir uma política de planejamento estratégico para o setor, que seria equivalente a um Plano Agrícola e Pecuário Plurianual. Esta medida vinha sendo defendida pela CNA para que o produtor rural planeje melhor sua atividade e tenha uma safra mais previsível. “Precisamos de um plano mais consistente, para que o produtor rural já se programe para a safra seguinte e já tenha recursos para o pré-custeio”, afirmou.

