ÁGUA RURAL. ÁGUA URBANA – Programa Reflorestar e barragens

por admin_ideale

22/05

Em entrevista ao Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o gerente do Programa Reflorestar, Marcos Sossai, fala sobre o programa e suas ações. Confira:

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Em entrevista ao Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro agrônomo e chefe do escritório do Idaf em Linhares, Fabrício Fardim, fala sobre barragens. Confira:

Redação Campo Vivo

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15/05

Agropecuária é vilã no uso da água?

As atividades agropecuárias são imprescindíveis para o abastecimento mundial de alimentos e a irrigação tem sido considerada o insumo que mais desperdiça água, recurso essencial à vida. Estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que aproximadamente 70% de toda a água disponível no mundo é utilizada para irrigação. No Brasil, esse índice chega a 72%.

A agricultura é vista pelo organismo internacional como alvo prioritário para as políticas de controle racional de água. De acordo com a Organização as Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), cerca de 60% da água utilizada em projetos de irrigação é perdida por fenômenos como a evaporação. Ainda segundo o órgão, uma redução de 10% no desperdício poderia abastecer o dobro da população mundial dos dias atuais.

Os dados favorecem uma visão negativa da população urbana, grande consumidora de água, sobre o setor produtivo rural. Mas apesar de a agricultura irrigada ser o principal uso de água no país, o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil pondera que ela resulta em aumento da oferta de alimentos e preços menores em relação àqueles produzidos em áreas não irrigadas devido ao aumento substancial da produtitivade.

Para Xico Graziano, engenheiro agrônomo e ex- secretário de Agricultura e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, é bastante desigual a distribuição dos recursos hídricos no Brasil e não se pode fazer tai avaliações gerais. “ Quando se considera apenas a bacia hidrográfica do Rio Paraná, onde se situa a metrópole paulista, os usos domésticos e industriais de água ultrapassam metade da demanda total. Na bacia do Rio São Francisco, por sua vez, os domicílios urbanos e a indústria demandam apenas 18% da água, ante 77% destinados somente à irrigação”, diz.

No Espírito Santo há situação semelhante. Levantamento feito pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria da Vitória (RSMV) o agronegócio representa o menor consumo de água da bacia. Cerca de 93% do volume vão para as indústrias (137.066 m³/dia) e o abastecimento público (141.914 m³/dia). A criação de animal (6.725 m³/dia) e a irrigação (14.292 m³/dia) correspondem apenas 7% de toda a demanda de água da bacia (299.998 m³/dia). Já em outras bacias, localizados em polos agrícolas, o consumo da irrigação é maior.

Além disso, segundo Graziano, a água consumida no campo retorna a natureza. “O termo "desperdício", a rigor, não se aplica na agricultura como nas cidades. Mesmo na irrigação por sulcos, quando se desviam os córregos para regar lavouras, parecendo "gastar" muita água, o excedente retorna mais abaixo ao ciclo hidrológico natural. Ou, então, ocorre a lixiviação na profundeza do solo, alimentando o lençol freático”, afirma, em artigo, Xico Graziano.

 

Redação Campo Vivo

 

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08/05

Em entrevista para o programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro agrônomo Elídio Gama, falou sobre as tecnologias de irrigação e uso da água na agropecuária. Confira:

 

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01/05

Uso da água na agropecuária

A economia de água proporcionada pelas novas técnicas de irrigação tem estimulado os investimentos por parte dos agricultores, principalmente após o aumento dos longos período de estiagem a cada ano. Segundo técnicos do setor, a economia no volume de água proporcionada pelo gotejamento varia entre 30% e 50% quando comparada com a irrigação por aspersão. O saldo de economia de água para consumo humano com o gotejamento pode variar de 20% a 40%.

Muitos produtores estão investindo no sistema e a tendência é de continuidade do crescimento, considerando os períodos de estiagem e perdas na produção agrícola. Para isso é necessário um investimento no novo sistema que, nem sempre, é possível por parte dos produtores que enfrentam prejuízos com as intempéries e sem capital preferem não fazer dívidas.

Mas há quem já está migrando para essa nova tendência na irrigação. Agricultores mais tecnificados garantem que a mudança é positiva. Na região serrana, por exemplo, a maioria dos agricultores associados da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) já utiliza um sistema de irrigação que proporciona 95% de eficiência no processo, tendo ainda economia de água e um aproveitamento muito melhor nos produtos. A metodologia do sistema é por meio de Gotejamento, em que as gotas são programadas para cair exatamente perto das raízes e troncos das plantas.

Essas mesmas são plantadas em formato de fileira, o que facilita o resultado do sistema, já que nos outros modelos é utilizado mais água e se molha uma área grande dos terrenos.
Além da economia da água, a eficiência desse processo está também no fato de permitir que junto com o líquido seja levado outro alimento diluído: o adubo. O engnheiro agrônomo da Coopeavi, Cleir Bertazo, explica que irrigar e adubar no mesmo sistema é uma economia de todos os fatores, principalmente, do tempo. “O agricultor programa os locais e as quantidades de água e adubo para cada plantação e consegue acompanhar o processo com uma visão mais ampla e, ainda, planejar melhor as etapas de plantio”, destaca.

Em meio a crise hídrica que afeta o sudeste brasileiro, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou, em fevereiro, uma linha de crédito aos produtores para  a construção de poços artesianos ou semiartesianos, incluindo os respectivos equipamentos de sucção e bombeamento, destinados à atividade agrosilvopastoril. O teto de financiamento disponível para os produtores rurais é até R$ 200 mil. Para aquisição e modernização de equipamentos de irrigação, é oferecido até R$ 500 mil.

A linha de crédito irá contemplar a introdução ou ampliação de sistemas de irrigação que minimizem os efeitos da estiagem, de acordo com a Secretaria.

 

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24/04

Conservação da água também deve ser prioridade

Paralelo as ações e reservação de água, a questão hídrica tem outra vertente fundamental para a recuperação do potencial da região. A conservação da água e do solo, com a recuperação e proteção de nascentes e o reflorestamento de áreas de proteção permanente e reserva legal, entre outros pontos, deve ser trabalhada efetivamente pelos produtores em parceria com o poder público e a iniciativa privada.

No Córrego Farias, em Linhares, que sofre com a estiagem, alguns produtores a realizam o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica nas margens das nascentes e o resultado no aumento da vazão de água já pode ser percebido. O córrego que passa na sede da Associação dos Produtores Rurais do Córrego Farias (Aprucof) recebeu o apoio das árvores ao redor no ano de 2011. Segundo a presidente Edinara Bonisenha, a entidade teve a iniciativa de plantar através do Programa Reflorestar e, antes, fez um trabalho de recuperação florestal com o plantio de 80.000 árvores nativas pelo projeto Corredores Ecológicos. Hoje, a paisagem é composta também por boleiras, ipês, aroeiras, entre outras espécies, que estão contribuindo para a conservação da água córrego.

Em Sooretama, no Córrego Pasto Novo, os produtores José Joaquim e Eliézio Bernabé também fizeram trabalho semelhante. Na nascente que existe na propriedade eles preservaram e também plantaram mais árvores. Hoje, a propriedade de 49 hectares possui 21 de mata. A água da nascente abastece a região e é a que a família consome há mais de 40 anos. “Já quase morri queimado para salvar essa mata”, lembra José ao fazer uma lamentação. “Enfrentamos dificuldade do clima e tudo. Preservamos, como podem ver aqui, e a lei ambiental e os órgãos não reconhecem o que a pessoa faz e só vê punir”, reclama com o suor do dia e as marcas do trabalho de anos no campo.

 

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17/04

Projetos aprovados, mas nada de barragens

“A água passa por aqui e não guardamos”. A afirmação do produtor Elson Amaral de Souza resume a opinião geral dos produtores que estão da localidade de Joerana A com propriedades da ponte do Córrego Cupido até a Reserva Biológica de Sooretama, área importante produtora de café, produto que detém cerca de 90% do cultivo local. Faltou água para irrigar e a perda no café deve chegar a 30% na média. A escassez de água fez com que o Ministério Público do Estado do Espírito Santo estabelecesse um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – também na região para racionar o uso de água para irrigação.

A demanda por barragens que possam reservar água das chuvas é antiga. Porém, no local, há ainda um agravante. A reserva florestal impede esse tipo de obra de reservação de água devido a legislação vigente que não autoriza tais construções na área.

Organizados pela necessidade, os produtores rurais estão se reunindo constantemente com os órgãos competentes para encontrar uma solução para o problema. Uma comissão solicitou a Agência Estadual de Recursos Hidricos (Agerh) uma análise técnica para saber as ações adequadas para a região considerando a necessidade dos produtores e a lei da reserva.

A Agerh informa que o Comitê de Controle e Redução dos Gastos Públicos está analisando todas as obras previstas no Estado, incluindo a barragem de Cupido. Somente após a conclusão do trabalho do Comitê, que foi instituído para retomar o controle financeiro-orçamentário no Espírito Santo, será possível à AGERH se manifestar com precisão sobre o andamento das duas barragens.

Agricultora familiar da região e defensora de uma solução ideal para essa questão hídrica, Dolores Colle diz que na Microbacia do Córrego Cupido aproximadamente 300 famílias incluindo proprietários rurais e parceiros agrícolas, quase que na sua totalidade pequenos agricultores familiares, dependem exclusivamente da agricultura para manutenção e sobrevivência de suas famílias.  Segundo ela, há uns quatro anos aproximadamente, os produtores estão engajados nesse trabalho e buscando  com alguns órgãos públicos como minimizar a situação. “A princípio, como fruto desse trabalho, a região foi contemplada com dois projetos para a construção de duas barragens coletivas a serem implantadas com recursos do Governo do Estado, através do Fundagua. Com o objetivo de armazenar água no período de chuva para suprir a demanda nos períodos críticos de seca”, diz Dolores Colle.

Mesmo com a doação das áreas pelos proprietários e todo processo de documentações e  licenças finalizados, os projetos ainda não saíram do papel e as expectativas não são das melhores. “Há uma morosidade do processo e a situação tende a se agravar com mais intensidade a cada ano. São necessárias medidas mitigadoras antes que a região venha entrar em um conflito ainda maior”, destaca a produtora e também bióloga.

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Em entrevista para o Programa Campo Vivo, da Rádio Globo Linhares, o engenheiro florestal, Ademar Zanotti, fala sobre construção de barragens.

Confira:

 

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10/04

De pastagem a produção de alimentos sem planejamento de uso da água

No interior do município de Sooretama, um dos principais produtores de café conilon e mamão do país, a localidade de Córrego Pasto Novo é um exemplo da necessidade de planejamento para utilização da água na agricultura. A região era uma grande pastagem e o terreno foi vendido em ‘pedaços’ para outros produtores. Cada novo empreendimento investiu na produção de alimentos como café, mamão, maracujá, coco, etc. E a água do córrego que quase não era usada pela pecuária, passou a ser bem utilizada nas novas lavouras, que precisam do recurso para desenvolver seu processo vegetativo e produtivo.

Sem planejamento e limitações iniciais, a oferta de água não suportou a demanda em períodos de estiagem prolongadas, como o vivido no início do ano. Com isso, produtores tiveram que diminuir a irrigação e ainda contribuir para o abastecimento para consumo humano da comunidade do Juncado. “Precisamos fazer um acordo entre nós para parar de irrigar para a comunidade, a escola, não ficar sem água”, diz Eliézio Quilque. Com pouca água, o produtor começou a observar as perdas na plantação. A roça que tem 16 hectares com mamão, café e maracujá, não vai colher nem 500 caixas de maracujá sendo que a expectativa era de 5.000 caixas da fruta. Mesma situação de Adilson Colle, vizinho de propriedade, que iria colher cerca de 1.500 caixas de maracujá e acredita que não chegará a 100 devido as altas temperaturas.

Ainda no Pasto Novo, uma represa construída em 1997 é o alivio do produtor José Joaquim Bernabé e seu filho Elízio Cesar Bernabé. “Se não fosse essa represa a gente estava roubando na cidade”, diz Elízio referindo a grande dificuldade de produzir alimentos e manter a família e os compromissos sem água para trabalhar.  Desde 1967 no local, o pai diz que os 49 hectares produzem café, pimenta do reino e mamão e quase a metade, 21 hectares, é de reserva legal com árvores nativas. Pai e filho junto com mais outros 11 proprietários da localidade, doaram uma área para construção de uma barragem e agora só falta o recurso público para construir.

 

 

Redação Campo Vivo

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Áudio – Entrevista com o diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Paulo Paim:

 

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02/04

Racionamento na irrigação e necessidade de barragens

Na localidade do Farias, em Linhares, economia para não falta água para os moradores

O produtor rural Ailton Almeida trabalha com café, mamão e pecuária de leite em sua propriedade na localidade de Córrego Farias, interior de Linhares. As três atividades econômicas dele sofreram impactos com as altas temperaturas e falta de chuva. O cafezal e a pastagem para o gado tiveram que deixar de ser irrigados a partir da segunda quinzena de janeiro. Isso porque a falta de chuva baixou os níveis dos reservatórios da região e para garantir que moradores e produtores da região continuem abastecidos, o Ministério Público solicitou a Prefeitura de Linhares que acionasse o termo de ajustamento de conduta – TAC, que organiza o uso da água na sub-bacia hidrográfica do córrego para irrigação.

A Polícia Militar Ambiental e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal – Idaf, inicialmente, orientaram o cumprimento do termo na região e depois passaram a fiscalizar.  Assim como o produtor Ailton, que tem irrigação por canhão, os demais da região precisaram seguir as seguintes regras: irrigação convencional (por aspersão convencional com canhão ou mini-canhão com vazão mínima por emissor superior a 70 litros por hora) só pode ser utilizada de segunda a sexta-feira das 18h às 6h; proibida a irrigação aos sábados e domingos; irrigações localizadas por aspersão e gotejamento, cuja vazão máxima por emissor é de até 70 litros por hora, poderão ser utilizadas de segunda a sexta-feira em horário livre.

Segundo o produtor, a propriedade não chegou a ficar sem água, mas com o passar dos dias e a falta de chuva ele foi diminuindo a utilização nas lavouras e pastagens. “Meu café vai perder cerca de 50%. Fez muito calor e isso fez chochar o grão. No período de formação e desenvolvimento não tivemos chuva e foi muito calor”, diz Ailton. O mamão também abortou muitos frutos com o calor e pouca água e a pecuária de leite caiu bastante a produção. “Faltou pasto, Comecei a tratar com ração também para suprir. Mas minha produção que era de 200 litros por dia caiu para 130”, afirma o produtor que tem 20 animais em lactação e 10 solteiros em piquetes irrigados.

Na localidade, há uma barragem de grande porte construída recentemente que ainda mantém a reservação de água e faz com que a situação não seja mais grave. Mas essa barragem já está um metro abaixo do nível normal por falta de chuva. Para os produtores da localidade é necessário novos investimentos urgentes para reservar água das chuvas e evitar o problema em época de estiagem. “Estamos solicitando que sejam construídas barragens aqui no Farias para a situação não piorar. Os produtores não podem esperar mais. Além das de grande porte que são essenciais, também temos que saber sobre as pequenas que auxiliam muito os produtores. É preciso que agir rápido para evitar que os rios e córregos sequem”, alerta Edinara Bonisenha, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Córrego Farias (Aprucof).

Segundo a associação, existem projetos para sete barragens mas a burocracia impede o andamento. Em 2014, o governo estadual normas do licenciamento ambiental agilizando o processo para barragens com até um hectare de lamina d’água. "Com a mudança na legislação estadual, a construção de pequenas barragens ficou bem menos burocrática, facilitando, e muito, a vida do produtor e aumentando, por consequência, a demanda para construção de barragens mais simples", explica o secretário de Agricultura de Linhares, Mauro Rossoni Júnior.

 

Redação Campo Vivo

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27/03

 

O Estado do Espírito Santo viveu um dos mais graves períodos de estiagem de sua história  neste verão. Um ano após sofrer com as fortes chuvas, também históricas, que causaram prejuízos em grande parte do território capixaba, o Estado passou os meses de dezembro do ano passado e janeiro e fevereiro desse ano com chuvas muito abaixo da média, quase insignificantes, além de altíssimas temperaturas, o que afetou a agropecuária e a economia estadual.

De acordo com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Estado tem  apresentado nos últimos quatro anos uma precipitação abaixo da média histórica. Assim, a tragédia das inundações ocorridas em dezembro de 2013 e outros eventos extremos ocorridos recentemente mascararam essa estiagem.

“Ao avaliar as chuvas observadas no mês de janeiro de 2015 em relação à média histórica, o Incaper aponta que o acumulado observado na maior parte do estado ficou abaixo dos 15 mm. O estudo apontou, ainda, que a anomalia das chuvas foi negativa em todo o território do estado. O déficit pluviométrico foi de até até 150 mm  no extremo norte e no setor nordeste  e nas demais áreas do estado deixaram de ter entre 150 e 250 mm de chuva”, diz Luiz Henrique Muniz de Aquino, mesre em geografia – Tratamento da Informação Espacial e analista  de  Desenvolvimento Ambiental e Recursos Hídricos da Agerh.

A CPRM (Serviço Geológico), no acompanhamento da estiagem na região Sudeste, destaca que a partir dos dados de vazão, é possível afirmar que a estiagem de 2014 é a pior seca monitorada num período de 70 anos no Alto Rio Doce e uma das piores já monitoradas nos Médio e Baixo Rio Doce, onde o Espírito Santo está inserido.

De acordo com o estudo, as precipitações ocorridas no Espírito Santo em janeiro de 2015 foram menores que 20% da média histórica e na maior parte das estações a vazão média observada em janeiro de 2015 foi menor que 20% da vazão média histórica de janeiro.

“Só para exemplificar esse cenário, no Rio Santa Maria da Vitória, manancial responsável pelo abastecimento público de boa parte da Grande Vitória, em janeiro de 2015, a vazão chegou a 2.800L/s, quando a média esperada para esse mês é de 35.382L/s. Já no Rio Jucu, a vazão média esperada para janeiro, a montante do ponto de captação para abastecimento público é de 43.582L/s, sendo 6.400L/s a menor vazão registrada nesse mês”, afirma Aquino.

A equipe de meteorologia do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) explica que um bloqueio atmosférico manteve o tempo seco e quente na maior parte do Estado. Este sistema meteorológico nada mais é que um anticiclone, sistema de alta pressão ou, mais popularmente, massa de ar seco. Mas não é qualquer massa de ar seco, uma vez que esta estaciona sobre uma determinada região por 5 ou mais dias. Um bloqueio atmosférico geralmente é identificado na porção média da troposfera, ou seja, por volta de 5 km de altura em relação à superfície do mar. Existem três tipos de bloqueio atmosférico, sendo que, no caso atual, o sistema provocou um longo veranico, período longo de estiagem, acompanhado por calor intenso, forte insolação e baixa umidade relativa em plena estação chuvosa.

A agropecuária capixaba já projeta para 2015 um prejuízo de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, tendo como base a produção e o faturamento dos produtores rurais no ano de 2014. Cafeicultura, pecuária de leite e fruticultura amargam as piores perdas. Os números sobre os impactos da estiagem prolongada no setor agropecuário do estado foram divulgados no dia 27 de fevereiro pelo secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Octaciano Neto. O relatório apresentado foi feito com base em levantamentos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que está presente nos 78 municípios capixabas. De acordo com o relatório, somente na cafeicultura as perdas já chegam à casa de R$ 1 bilhão, uma redução de 33% na produção. Os prejuízos na fruticultura ultrapassam os R$ 300 milhões – 30% a menos na produção-, e na pecuária de leite R$ 150 milhões – queda de 31% na produção.

As culturas do feijão e do milho já apresentam uma redução de 50% e 56% na produção, respectivamente. Na olericultura, as perdas alcançam 36% da produção e a cana-de-açúcar registra uma produção 33% menor do que em 2014. Vale lembrar que em relação ao último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura, em janeiro, as perdas já aumentaram aproximadamente R$ 400 milhões.

 

Redação Campo Vivo

 

Na próxima sexta-feira, aqui no Portal Campo Vivo, mais reportagens sobre a série que está abordando a questão hidríca na agropecuária capixaba.

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Na próxima terça-feira, você pode conferir mais notícias sobre o projeto 'Água Rural. Água urbana' no programa Campo Vivo, na Rádio Globo Linhares (870 AM), a partir das 17 horas.

 

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20/03

 

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. A data é destinada a discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural.

O projeto “Água rural. Água Urbana” tem o objetivo de abordar esta temática na agropecuária, atividade que depende do consumo de água para produção de alimentos para a população.

A Campo Vivo produziu reportagens especiais sobre o assunto discutindo o uso da água no setor rural e mostrando casos de sucesso na preservação da água e uso consciente da mesma.

A ação resultou em uma reportagem especial de capa na Revista Campo Vivo – edição 25 (março/abril/maio), e você poderá conferir aqui no Portal Campo Vivo informações todas as sextas-feiras.

Além disso, no programa Campo vivo na Rádio Globo Linhares, às terças-feiras, você confere notícias e entrevistas sobre o projeto.

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