O Instituto Terra apresentou nessa quarta-feira (29), para os membros e conselheiros do Sistema Findes, a sua atuação em diferentes frentes para recuperar a Mata Atlântica, restabelecer as fontes de água e fomentar o desenvolvimento sustentável no vale do rio Doce, que corta a região noroeste do Estado do Espírito Santo.
Recebidos pelo presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, o diretor do Instituto Terra, José Armando de Figueiredo Campos,e demais executivos da entidade apresentaram as diversas ações desenvolvidas pelo programa Olhos d’Água para a recuperação das nascentes da bacia do rio Doce.
De acordo com o superintendente-executivo do Instituto Terra, Adonai Lacruz, o programa Olhos D’Água tem como meta proteger todas as nascentes que compõem aquela bacia hidrográfica, estimadas em aproximadamente 375 mil, tendo como referência levantamentos preliminares realizados pelo programa.
“Desenvolvido pelo Instituto Terra desde 2010, o programa tem recebido apoio de empresas, governos e fundações do exterior, bem como doações de pessoas físicas. Somando todas as parcerias, já salvamos mais de 1,2 mil nascentes da extinção,beneficiando 487 produtores rurais em oito municípios da bacia do rio Doce: Conselheiro Pena, Aimorés e Pocrane, em Minas Gerais, e Colatina, Baixo Guandu, Laranja da Terra, Brejetuba e Afonso Cláudio, do lado do Espírito Santo”, esclareceu Adonai.
O presidente Marcos Guerra agradeceu ao grupo pela oportunidade de conhecer melhor o programa, especialmente neste momento, em que o Estado capixaba vive uma situação de crise hídrica. "Precisamos buscar parcerias e fortalecer projetos como esse", disse.
“O rio Doce é de fundamental importância para o nosso Estado, principalmente para a região noroeste. O Instituto Terra, por meio de seus idealizadores — o casal Lélia Wanick Salgado e Sebastião Salgado, que há 16 anos trabalha em prol da educação ambiental na região –, nos serve de exemplo e nos motiva a preservar o rio Doce, ampliando nossa consciência de que a água é um bem vital para a sobrevivência humana. Contem com a colaboração do Sistema Findes para fomentar esse projeto na região, que tanto nos orgulha”, disse Guerra, agradecendo ao diretor do Instituto Terra pela oportunidade.
Sobre o Instituto Terra
Fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e Sebastião Salgado, o Instituto Terra é uma associação civil sem fins lucrativos, que promove a recuperação da Mata Atlântica no vale do rio Doce há 16 anos. Atua por meio da restauração ecossistêmica, produção de mudas nativas, extensão ambiental, pesquisa científica aplicada e educação ambiental em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sua sede se localiza na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), área reconhecida como Reserva de Patrimônio Natural (RPPN).
O título conserva seu ineditismo por se tratar da primeira RPPN criada em uma área degradada, com o compromisso de vir a ser recuperada. Ao todo, desde sua fundação, o Instituto Terra já contabiliza 7,5 mil hectares de Mata Atlântica em processo de recuperação no vale do rio Doce e a produção de mais de quatro milhões de mudas nativas. E mais que plantar árvores e recuperar fontes de água, desde o início os fundadores se mobilizaram para tornar o Instituto Terra um polo irradiador de uma nova consciência ambiental, baseada na recuperação e conservação florestal, aumento da produção agrícola e melhoria da qualidade vida no meio rural. Até o momento, mais de 700 projetos educacionais já foram desenvolvidos para um público superior a 72 mil pessoas, de 176 municípios do vale do rio Doce. Mais informações no sitewww.institutoterra.org.
Milan Salviato – FINDES

