Com sede na França, a Fundação Anne Fontaine é uma importante parceira do Programa Olhos D’Água do Instituto Terra. A instituição acaba de confirmar o apoio para proteger mais 30 nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, beneficiando diretamente 15 produtores rurais estabelecidos nos municípios de Baixo Guandu e de Colatina, no Estado do Espírito Santo.
Com ações previstas até julho de 2016, esse novo projeto prevê o isolamento das nascentes e plantio de três mil mudas nativas no entorno dos olhos d’água, totalizando uma área total de 21 hectares. Ao longo das ações de recuperação, o Instituto Terra ainda fará o monitoramento dos recursos hídricos em três das nascentes protegidas, visando medir os ganhos obtidos com a proteção dos olhos d’água.
Essa é a terceira vez que a Fundação Anne Fontaine apoia projetos de recuperação de nascentes realizados pelo Instituto Terra na bacia do Rio Doce. O apoio da fundação francesa já contabiliza 70 nascentes em processo de proteção e recuperação, tendo beneficiado 40 produtores rurais, e permitindo o reflorestamento de 49 hectares de áreas degradas de Mata Atlântica com o plantio de nove mil mudas de espécies nativas, sendo as ações concentradas no município de Aimorés, em Minas Gerais.
Sobre o Instituto Terra
Fundado em 1998 por Lélia Deluiz Wanick e Sebastião Salgado, o Instituto Terra é uma associação civil, sem fins lucrativos, que promove a recuperação da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce há 16 anos. Atua por meio da restauração ecossistêmica, produção de mudas nativas, extensão ambiental, pesquisa científica aplicada e educação ambiental, em municípios de Minas Gerais e Espírito Santo. Sua sede se localiza na Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), área reconhecida como Reserva de Patrimônio Natural (RPPN). O título conserva seu ineditismo por se tratar da primeira RPPN criada em uma área degradada, com o compromisso de vir a ser recuperada. Ao todo, desde sua fundação, o Instituto Terra já contabiliza 7,5 mil hectares de Mata Atlântica em processo de recuperação no Vale do Rio Doce e a produção de mais de 4 milhões de mudas nativas. Mais informações no site www.institutoterra.org.
Maria Helena Fabriz
Instituto Terra

