Aconteceu na noite desta quarta-feira (15) no auditório da Faculdade Pitágoras, no bairro Araçá, um seminário para apresentação de ações para conservação e recuperação do Rio Doce, baseado nos estudos realizados durante o diagnóstico científico do manancial. O seminário é mais uma etapa do Projeto Diagnóstico Rio Doce e contou com a presença de autoridades, representantes da comunidade e de pesquisadores e técnicos que participaram da expedição.
Entre os pontos mais críticos apontados pelo estudo e apresentados durante o seminário pelo professor do IFES de Colatina e coordenador do diagnóstico, Abrahão Elesbon, está a erosão hídrica acentuada em toda extensão do rio, principal causa de todos os problemas. "Resolver esse problema é caro e leva tempo, mas se a gente conseguir resolver a questão da erosão hídrica tanto as enchentes quanto as secas serão de menor intensidade", destaca.
O professor disse ainda que é de extrema importância a participação dos comitês hídricos no processo de recuperação do Doce. "Não dá para se fazer nenhuma ação se não contarmos com a participação dos comitês de gestão dos recursos hídricos já instaurados, porque lá existe a articulação do poder público, sociedade civil organizada e o usuário", afirma. Ainda segundo Elesbon, a população precisa ter mais interesse nos comitês porque é lá que os problemas serão resolvidos.
O secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Paneto, disse que mais importante que os discursos são as ações, por isso, o município está iniciando, juntamente com o Instituto Terra, a recomposição de 127 nascentes das lagoas urbanas de Linhares e o reflorestamento das margens do Rio Pequeno. O secretário de Agricultura, Aquicultura, Pecuária e Abastecimento, Mauro Rossoni Júnior, participou do evento e discursou sobre o uso consciente da água nas atividades do homem do campo.
Rosi Ronquetti

