O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do ES (Faes), Júlio Rocha, juntamente o presidente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Esthério Sebastião Colnago e representantes da Cafesul e Cooabriel estiveram reunidos na última quarta-feira (01/04) com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para buscarem apoio do Ministério na adequação da legislação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central, no processo de renegociação de dívidas dos produtores rurais capixabas.
Com a seca que atinge o Estado desde outubro e a baixa na produção, os produtores estão preocupados em como irão honrar os compromissos com os bancos. Uma nova reunião está marcada para o final do mês. “Estamos buscando ajuste, conforme concedido a outros Estados pelo CMN para ampliar as possibilidades dos agricultores neste momento. E vale destacar que não é uma exceção ou beneficiamento ao Espírito Santo, já que a forma vigente de renegociação, ainda que apreciada caso a caso, cerceia o produtor de fazer um novo empréstimo, e portanto não serve”, esclarece o presidente da Faes, Júlio Rocha.
Dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) apontam que a seca que atinge o Estado já acumula prejuízos superiores a R$ 1,7 bilhão. A cafeicultura foi a mais atingida com perdas na casa de R$ 1 bilhão, uma redução de 33% na produção. De acordo com a pesquisa, o recuo na pecuária de leite foi de 31%, ou seja, R$ 150 milhões a menos, e na fruticultura a queda foi de R$ 300 milhões, correspondente a 30% da produção. Desde o último levantamento realizado, as perdas aumentaram aproximadamente R$ 400 milhões.
Lohanna Mendes

