Desempenho do ovo em março e no 1º trimestre de 2015

por admin_ideale

Em meados de fevereiro passado, enquanto o Brasil anestesiava seus males em quatro ou mais dias de folia, o ovo dava sinais de vitalidade que permitiam antever a quebra de novos recordes na remuneração proporcionada ao produtor.

Afinal – dizia-se então – se em pleno Carnaval estamos atingindo o mesmo valor (recorde) obtido na maior parte da Quaresma de 2014, em 2015 podemos esperar muito mais.

Infelizmente, porém, não foi bem assim. Aliás, muito pelo contrário. Pois a de 2015 foi, para o produtor de ovos, a pior Quaresma dos últimos três anos – talvez de todos os tempos. Pois em vez da vitalidade esperada o que se viu foi um período de marasmo e de retrocesso dos preços.

A causa não é única, mas o efeito pode ser resultado, entre outros fatores, da deterioração do poder econômico do consumidor combinada com a forte valorização obtida pelo ovo em curtíssimo espaço de tempo.

A valorização adveio com as medidas de adequação adotadas pelo setor produtivo. Mas a realidade é que, entre o início do ano e o Carnaval (cerca de mês e meio), os preços recebidos pelo produtor foram corrigidos em mais de 100%, sendo repassados ao consumidor em maior ou menor escala. Ao atingirem seu ápice, não encontraram receptividade no consumo que, opostamente, vem encolhendo.

Em função disso o período de Quaresma está sendo encerrado com uma queda de mais de 15% em relação ao que foi registrado na Quarta-Feira de Cinzas. E, com relação especificamente a março e ao atacado da cidade de São Paulo (que reflete fielmente as condições do produtor), registram-se quedas tanto em relação ao mês anterior (-6,15%) quanto ao mesmo mês do ano passado (-7,62%).

De toda forma vale registrar que, a despeito desse percalço, o ovo permanece com evolução nominal de preços positiva, pois encerra o primeiro trimestre do ano com um valor médio cerca de 5% superior ao dos mesmos três meses de 2014.

Contudo, é indispensável ressaltar que esse incremento é apenas nominal, pois permanece aquém da inflação acumulada nos últimos 12 meses. E isto, aliado aos custos de produção que não cessam de crescer, significa que (a exemplo do que ocorre nos demais segmentos da avicultura brasileira) o produtor vem recebendo menos do que há um ano. 

 

 

Avisite

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