A partir do próximo dia 16, a mistura do Etanol na gasolina comum e aditivada vai aumentar de 25% para 27%. A previsão inicial era de que a mudança começasse a vigorar no mês passado, o que não aconteceu. A resolução autorizando a elevação foi assinada ontem, após reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool. Ao fazer o anúncio, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, garantiu que não haverá impacto no preço ao consumidor. O objetivo do governo é incentivar o setor sucroalcooleiro, que está em crise.
– Esta é uma operação em que todos ganham. Ganha o produtor, ganha o mercado, ganha o sistema de abastecimento de energia no Brasil e ganha também, com certeza, o nosso arranjo produtivo – afirmou Braga.
Em setembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou lei que permite que a mistura máxima de Etanol à gasolina seja de 27,5%. Já a versão premium do combustível não será alterada.
Segundo a ministra de Agricultura, Kátia Abreu, o governo nunca teve dúvidas de que o percentual de 27% não traria prejuízos. Mas, afirmou, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) tinha o direito de ter dúvidas, querer testes e fazer análise técnica e laboratorial. Por isso, explicou a ministra, o governo decidiu esperar um pouco mais para ouvir todos os setores envolvidos: – Foi bom para o setor de açúcar e álcool, foi bom para o consumidor, e a Anfavea também ficou tranquila com o resultado, porque não vê risco na tecnologia dos seus automóveis.
Katia Abreu disse que o país tem um bilhão de litros de Etanol estocados e, com a mudança, esse estoque será colocado no mercado, porque o aumento de dois pontos percentuais na mistura corresponde exatamente a um bilhão de litros. Para ela, muito mais do que o resultado financeiro para o setor, a medida é uma sinalização importante do papel do Etanol na matriz energética.
Já o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, destacou a importância da medida para o setor sucroalcooleiro e garantiu que a mistura não tem risco à eficiência dos motores.
O Globo

