O Idaf é responsável pela fiscalização da distribuição, do comércio, do uso, do transporte interno, do armazenamento e da estocagem de produtos agrotóxicos, bem como da correta destinação das embalagens vazias. O Instituto realiza ainda o cadastramento dos produtos, das empresas aplicadoras e estabelecimentos comerciais.
Para que um produto agrotóxico possa ser comercializado no Estado, o fabricante deve solicitar o cadastro junto ao Idaf. Para isso, ele deve enviar a documentação do produto ao órgão, que será analisada por uma equipe de engenheiros agrônomos. A importância do cadastro está no controle dos agrotóxicos que entram no Espírito Santo, possibilitando ao Instituto saber os produtos que estão sendo comercializados e para quais culturas são destinados.
Ações de fiscalização
Entre as ações voltadas para a fiscalização e o controle do uso de agrotóxicos estão a exigência da Receita Agronômica, que tem de ser prescrita por um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola, com as especificações da área a ser plantada, o tipo de cultura, o diagnóstico e as recomendações de uso.
“Muitos produtores rurais, utilizam a mesma receita para aplicar o produto em culturas diferentes. Para cada tipo de plantação é necessário que haja uma receita específica. As dosagens e até mesmo o tipo de agrotóxico podem ser diferentes”, afirma Paulo Rocha, engenheiro agrônomo do Idaf.
Uso correto
Apesar das fiscalizações realizadas pelo Idaf, muitos produtores rurais utilizam agrotóxicos de forma errada. “Ao usar uma quantidade maior que a recomendada, além de gastar mais dinheiro, piora a qualidade dos alimentos, colocando em risco a vida de outras pessoas e a sua própria”, alerta Paulo Rocha.
O Idaf também orienta os produtores quanto ao uso correto dos agrotóxicos nas lavouras, uma prática que requer cuidado e atenção. “O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é um grande aliado do aplicador, que em hipótese alguma pode prescindir de utilizá-lo. O EPI ajuda a proteger dos respingos do produto em áreas como olhos, pele e boca”, destaca o profissional do Idaf.
Outras orientações do Idaf são para que os agricultores façam a aplicação de acordo com a receita agronômica. . “Nos escritórios locais do Idaf em todo o Estado é possível obter mais informações sobre o assunto, que é muito importante para a saúde de produtores e consumidores finais e para a preservação ambiental”, concluiu o engenheiro agrônomo.
Thaís Tonini

