A fonte favorita de energia dos Estados Unidos, o petróleo, teve um ano difícil, com os preços por barril caindo muito. Porém, a segunda fonte favorita de energia do país – o adorado café – viu os preços aumentarem e os futuros pularem em 50% nesse ano, tornando-o a commodity de melhor desempenho em 2014.
As secas que atingiram os cinturões de café e os pecuaristas enviaram os preços dos grãos e da carne bovina para cima: más notícias para os consumidores desses produtos, mas excelentes notícias para investidores, de acordo com ados do serviço FinViz.
Para os comerciantes futuros, o café foi uma aposta melhor que ouro, prata ou platina – e bem mais energizante do que petróleo bruto, combustível ou gás natural, que foram as três commodities de pior desempenho do ano.
Por que o preço do café ficou tão alto? Uma seca histórica no maior produtor de café do mundo, o Brasil, e o fungo que afetou a colheita na América Central, reduziu as ofertas mundiais em grande parte do ano, direcionando para cima os preços em Starbucks, Folgers e nas cafeterias mundiais.
Porém, as chuvas retornaram ao Brasil com força no mês passado, ajudando a amenizar aquela que se tornou a pior seca em 80 anos e isso criou expectativas para a colheita do próximo ano e direcionou os preços futuros para baixo. Essas são boas notícias para os fãs de café: a demanda por café no mundo, não somente nos Estados Unidos, nunca esteve maior.
As secas nas pastagens nas Grandes Planícies também prejudicaram a produção pecuária do país, direcionando os preços de hambúrgueres e bifes para cima e tornando os futuros da vaca uma aposta popular no comércio de commodities. O clima seco prejudicou outras colheitas, como trigo, apesar de as grandes colheitas com milho e soja também terem ajudado a reduzir os preços também.
O petróleo teve um dos piores anos em meia década em meio à queda na construção em países como China. O ouro, após um ano agitado, viu uma pequena recuperação no inverno, à medida que as tensões internacionais pressionaram os investidores por segurança. Porém, os analistas disseram que um aumento do dólar dos Estados Unidos e a economia do país tornaram as barras de ouro menos atrativas.
Drew Harwell, para o The Washington Post
Tradução por Juliana Santin

