Agro põe R$ 7 bi a mais no caixa do cooperativismo

por admin_ideale

Com uma safra praticamente igual a do ano passado, as cooperativas agropecuárias do Paraná conseguiram ampliar o caixa em R$ 7,6 bilhões em 2014, conforme balanço divulgado durante o encontro estadual com cerca de 2 mil cooperativistas, em Curitiba no final da semana passada. O resultado é atribuído ao avanço no índice de industrialização da produção paranaense. Segundo a Ocepar, entidade que reúne as cooperativas do estado, 48% das 20,4 milhões de toneladas recebidas pelas empresas passaram por algum tipo de beneficiamento. No ano passado, o índice era de 46,8% sobre uma produção de 20,3 milhões de toneladas.

Mesmo classificando como bons os resultados de 2014 das 80 cooperativas de produção agroindustrial, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, destacou que o desafio agora é elevar o índice para 50%. A estratégia é fundamental para dar continuidade ao aumento do faturamento do setor no estado, que neste ano chega a R$ 50,9 bilhões, superando em 10,4% os R$ 46,1 bilhões anteriores.

A receita bruta obtida pelas 228 cooperativas paranaenses supera o orçamento de 23 estados, incluindo o do Paraná, que é de R$ 35,8 bilhões.

“Quem industrializa o grão ganha mais, com a vantagem de os preços não oscilarem tanto como no caso dos grãos. Além disso, melhora a competitividade, permite o conhecimento de toda a cadeia, desde a semente até a formulação do produto, e dá mais estabilidade de renda ao cooperado”, argumenta Koslovski.

As cooperativas respondem atualmente por 56% da produção e participam com 56% da formação do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário estadual. As exportações do setor movimentaram US$ 2,8 bilhões neste ano, com incremento de 18,64% sobre os US$ 2,36 bilhões de 2013.

Investimento

Recordes, os investimentos em 2014 totalizaram R$ 2,8 bilhões, dos quais 60% foram destinados à agroindustrialização e o restante para obras de infraestrutura. À medida que ganha escala com produção de valor agregado, o segmento ganha importância sócioeconômica. Atualmente, as cooperativas empregam direta ou indiretamente 2,2 milhões de pessoas, fortalecendo economias de municípios. “As cooperativas são as maiores empresas em 100 cidades pa­ra­naenses”, acrescentou o presidente da Ocepar. Além disso, o setor gerou R$ 1,3 bilhão em impostos. Somente a folha de pagamentos consumiu R$ 2 bilhões no ano.

Perspectiva

O futuro, porém, é preocupante. Com a alta da inflação, são esperados aumentos dos juros e consequentemente políticas públicas com menos subsídios, o que impactaria nos investimentos do próximo ano e também nos custos para aquisição de insumos do setor rural. O consenso é que as margens de lucratividade serão afetadas pelo desempenho da economia mundial, especialmente de países da União Europeia, Japão e baixo crescimento dos Estados Unidos.

Reconhecimento

GRPCom recebe prêmio por contribuição ao setor

Durante o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses na semana passada, o Sistema Ocepar homenageou o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) com o troféu “Cooperativas Orgulho do Paraná”, pelo seu trabalho de divulgação das ações e pelo fortalecimento dessas empresas no estado e no Brasil.

O jornalista Giovani Ferreira, gerente do Agronegócio Gazeta do Povo, recebeu o troféu em nome do GRPCom. Ele destacou que a sinergia estabelecida entre as cooperativas e o grupo de comunicação decorre do objetivo comum, que é o de “contribuir para o progresso de nossa terra, de nossa gente”. E ressaltou que o faturamento superior a R$ 50 bilhões no ano comprova a importância dessas empresas para o desenvolvimento socioeconômico do estado.

“Pela magnitude dos números, as cooperativas têm a dimensão de outro estado dentro do Paraná”, enfatizou.

Além do GRPCom também foram homenageados os grupos de comunicação Rede Massa, Rede Independência de Comunicação (RIC) e a Band.

Presente e futuro

Gigantes fecham ano com resultados em linha ou ligeiramente superiores em relação ao registrado no ano passado.

Equilíbrio

Maior cooperativa da América Latina, a Coamo deve fechar o ano com faturamento ao menos igual aos R$ 8,18 bilhões de 2013. O valor será confirmado em fevereiro. O volume de grãos comercializados foi menor que o do ano passado, o que deve influir no faturamento da empresa. A cooperativa ainda tem em estoque 2,64 milhões de toneladas de grãos.

Momento bom

Com faturamento previsto de R$ 2 bilhões neste ano, 13,6% a mais que a receita bruta de R$ 1,76 bilhão de 2013, a Integrada, de Londrina (Norte), prevê fechar o exercício com sobras de R$ 50 milhões, 33,33% a mais que os R$ 37,5 milhões do ano passado. O resultado foi impactado pela quebra da safra de soja, entre 20% e 25%, e pela desvalorização do produto.

Expectativa

A C.Vale , de Palotina (Oeste), que faturou R$ 4,18 bilhões em 2013, deve encerrar o atual exercício com receita bruta de R$ 4,6 bilhões, com aumento de 10% no desempenho. A empresa investe R$ 450 milhões na automação do abatedouro de aves, e na melhoria da infraestrutura.

 

 

Sílvio Oricolli

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