Parasita raro provoca morte de gado no Estado

por admin_ideale

O Espírito Santo montou uma “força tarefa” para combater a incidência do parasita Trypanosoma vivax, que pode causar num curto espaço de tempo a morte de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos e sérios prejuízos aos produtores rurais. A enfermidade, rara em terras capixabas, tem cura e por ser uma doença tratável não há necessidade de sacrificar o animal doente e nem de interditar a propriedade rural.

Com a ameaça, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a liberação da importação de medicamentos eficazes para combater o parasita, que já foi identificado em rebanhos nos municípios de Aracruz e João Neiva, provocando a morte de 120 de cabeças de gado e prejuízos na ordem de R$ 360 mil.

“Os prejuízos podem ser bem maiores, pois há possibilidade de mortes de animais não identificadas. Em caso de suspeita de sintomas, os pecuaristas devem procurar o Idaf ou veterinários da assistência técnica privada, pois o Governo do Estado precisa construir o mapeamento desta doença para facilitar as medidas de prevenção e também curativas, por meio da quantificação de medicamentos eficientes que serão liberados para importação”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), a UVV e outros parceiros estão reunindo veterinários, técnicos, acadêmicos e agentes de extensão rural, com atuação no setor público e na rede privada, para nivelar informações sobre a incidência do parasita, identificação dos sintomas e sinais clínicos para o trato indicado aos animais.

 

Orientações ao produtor rural

Além de notificar o Idaf, ao notar a presença de um dos sintomas da doença (perda de peso, diminuição da produção leiteira e de carne, fraqueza, entre outros) nos animais, o produtor deve procurar os profissionais das cooperativas ou médico veterinário responsável pelo rebanho.

A transmissão do parasita acontece por insetos hematófagos e pelas seringas utilizadas para vacinação intravenosa no rebanho, como para a aplicação de ocitocina. Já a vacinação contra febre aftosa, por ser subcutânea, não oferece riscos ao animal.

 

Outras recomendações:

– Realizar o manejo adequado do rebanho, que inclui a utilização de agulhas e seringas descartáveis para vacinas intravenosas.

– Realizar exames laboratoriais periódicos no rebanho para facilitar a identificação da doença antes mesmo da manifestação dos sintomas e que o gado doente transmita a tripanossomose para os animais sadios.

 

Identificação da doença

O diagnóstico é feito por meio de hemograma e pesquisa hematológica do parasita. As amostras devem ser mantidas resfriadas (sem contato direto com o gelo) e remetidas a laboratório em, no máximo, 36 horas. No Espírito Santo, há laboratórios que realizam o exame em Vila Velha e João Neiva.

 

A doença

A tripanossomose é uma doença que ataca principalmente os bovinos, mas pode atingir os ovinos, caprinos e bubalinos também. Causada pelo protozoário Trypanosoma vivax, não é uma zoonose, ou seja, não atinge os humanos. Ela só é fatal em quadros agudos, mas o gado doente perde peso e diminui a produtividade de leite. Os demais sintomas são febre, quadro progressivo de letargia (animais ficam deitados por muito tempo) e lacrimejamento, entre outros.

A tripanossomose é transmitida por insetos hematófagos, como a “mosca de estábulo” e os tabanídeos (mutucas) ou pela contaminação por meio de seringas. A doença tem tratamento com o uso de medicamentos, embora alguns ainda sejam proibidos no Brasil, pois não possuem estudos suficientes sobre o resíduo que pode ficar no leite e qual a sua ação no organismo dos humanos. O controle biológico dos vetores (moscas) também se faz necessário para reduzir os surtos, por isso pulveriza-se o gado e também se prepara armadilhas para moscas.

 

 

Léo Júnior

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar