Calor intenso ameaça agravar problemas em áreas de café e cana do Brasil

por admin_ideale
As altas temperaturas e a falta de chuva esta semana deverão afetar áreas de café e cana-de-açúcar do Brasil, ameaçando reduzir mais do potencial produtivo das lavouras, disseram meteorologistas nesta segunda-feira.

Os contratos futuros do café arábica e do açúcar bruto negociados em Nova York registraram altas por três semanas consecutivas e estão subindo novamente nesta segunda-feira, com maiores temores relacionados às chuvas de primavera, que estão atrasadas no país que é o maior produtor das duas commodities.

A umidade consistente ao longo dos próximos seis meses vai definir o tamanho das colheitas previstas para começarem, em sua maioria, no segundo trimestre de 2015.

A produção de café e açúcar do Brasil em 2014 foi dizimada por uma seca severa no início do ano. As precipitações também têm sido menores do que o normal no período mais seco, de abril e outubro, com áreas importantes de cultivos recebendo metade da umidade normal ao longo dos meses.

"Em São Paulo e Minas Gerais o tempo segue muito quente e sem nenhuma previsão para chuvas tanto para essa segunda-feira quanto para toda a semana", disse o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar.

Segundo o instituto, as temperaturas vão ultrapassar 34 graus Celsius em toda a região de cana e café, e chuvas são improváveis.

"Lavouras de café, cana de açúcar, laranja e demais culturas serão fortemente prejudicadas, havendo fortes quebras no potencial produtivo dessas lavouras", acrescentou.

A Somar e outros meteorologistas esperam que as precipitações mais fortes e generalizadas retornem somente depois de 23 de outubro, quando uma massa de ar seco sobre o Sudeste do Brasil será rompida. Isso permitirá que as frentes frias tragam umidade em uma região fundamental para a cana, café e laranja.

Um modelo de previsão estendida utilizado pelo serviço de meteorologia agrícola dos Estados Unidos Commodity Weather Group (CWG) mostrou chuvas de normais a acima da média de retornando à região cafeeira do Brasil em 11 a 15 dias.

Em um boletim nesta segunda-feira, o CWG disse que o retorno de águas tropicais mais quentes no Oceano Pacífico, na costa do Peru, ainda pode gerar um El Niño com padrões climáticos suaves, que tendem a promover chuvas no cinturão do café do Brasil.

"Estamos oscilando em torno do limite, por isso, se as condições levarem eventualmente a um fraco El Niño, isso significa condições mais úmidas para as regiões cafeeiras do Brasil", disse o meteorologista da CWG David Streit.

Quanto mais cedo as chuvas ocorrerem, melhor será para a produtividade das culturas.

O Conselho Nacional do Café do Brasil (CNC) confirmou que algumas floradas ocorreram nas regiões produtoras em setembro e outubro. Porém mais umidade é necessária para as flores se desenvolverem em frutos no próximo ano.

Meteorologistas da MDA disseram nesta segunda-feira que a seca no cinturão do café fez com que algumas floradas abortassem.

Os pés de café normalmente entram em floração após o início das chuvas. A maior parte da região do café não tem flor ainda.

O presidente do CNC, Silas Brasileiro, disse anteriormente que a safra 2015 de café do Brasil poderia cair abaixo de 40 milhões de sacas de 60 kg. Se isso acontecer, ela será a menor safra do país desde 2009.
 

 
 
 
 
Reuters

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar