A prefeitura municipal de Aracruz, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura realizou a manutenção e reforma de quase 1.500 km de estradas vicinais, no em 2014. Com esse investimento foram beneficiadas, cerca de 1.000 famílias que fazem da agricultura o seu meio de sustento, possibilitando a elas oportunidade de crescimento pessoal, econômico e social.
De acordo com o secretário de Agricultura, Almir Vianna, o trabalho de recuperação das estradas é constante e tem impacto direto no desenvolvimento econômico do município. Ele é feito em duas etapas, sendo que a primeira consiste no patrolamento permanente de todas elas de forma a mantê-las em perfeitas condições de trafegabilidade.
A segunda consiste em recuperar trechos críticos e em condições de interdição parcial ou total, dificultando ou impedindo a acessibilidade dos moradores das mais diversas comunidades. Neste caso, estes locais geralmente são trechos com graves problemas de erosão, estradas com alta declividade sem drenagem pluvial ou locais sujeitos a alagamentos nos períodos das chuvas.
Os técnicos da Secretaria de Agricultura inicialmente identificaram os locais vulneráveis para planejamento das interferências necessárias e possíveis, a partir disso foram trabalhados continuamente. Com isso várias comunidades foram beneficiadas com as obras, que impactaram na vida dos que dependem das estradas para seu sustento.
Locais das obras
Estrada localizada no Córrego do Almoço em Santa Maria foi a primeira interferência que realizada, visando permitir que os produtores pudessem ter acesso as suas propriedades e facilitar o escoamento de suas produções de café, cacau, pecuária e outros. De acordo com o secretário este trecho foi todo pavimentado e com drenagem pluvial, em virtude das dificuldades da estrada em aclive e com afloramento de rochas presentes na estrada antiga.
O trecho da estrada que liga Santa Rosa a Cachoeirinha de Santa Rosa, mais conhecido como “Morro do Santi”, foi outra importante intervenção que trouxe muito alívio aos moradores. Com uma extensão de aproximadamente de 1,2 Km, sempre foi um problema para as comunidades, uma vez que era necessário dar uma enorme volta para chegar a Santa Rosa e Aracruz. Este morro possuía uma enorme cratera causada por uma erosão que tornava este trecho de estrada interditado principalmente no período das chuvas.
Foi feita toda drenagem pluvial da estrada, com construção de bueiros, caixas secas e serviços de terraplanagem com compactação e posterior incorporação de solo brita, visando uma maior durabilidade do serviço neste local. Esta obra veio beneficiar diretamente a aproximadamente 250 famílias residentes nas comunidades bem como os visitantes que utilizam esta estrada para visita aos parentes e amigos.
O secretário cita outra obra importante no trecho de estrada que liga Aracruz a Gimuhuna e Cachoeirinha do Riacho, no local mais conhecido como Morro do Ghidethe, que beneficiou cerca de 200 famílias. “Esse morro, além de possuir uma grande inclinação, apresentava forte erosão o que dificultava o trafego de veículos. Esse serviço já era reivindicado a bastante tempo por estas comunidades, porém sempre se fazia serviços de forma precário e paliativa”, comentou Vianna.
Foi feita toda drenagem pluvial da estrada, construção de bueiros, caixas secas, elevação do nível da estrada e serviços de terraplanagem com compactação e posterior incorporação de solo brita, visando uma maior durabilidade do serviço neste local.
Outro ponto crítico foi o trecho de estrada que liga o asfalto na saída de Aracruz até a comunidade de Pau preto nas duas bifurcações, compreendendo dois morros, conhecido por “morro do Zezinho Machado e morro do Fabinho da Caixa”.
Estes dois trechos de estrada atendem a 50 famílias nas duas comunidades localizadas próximas a sede do município e possuem dois morros com declividade média, que durante o período chuvoso apresentava problemas de interdição, dificultando a acessibilidade dos moradores. Estas localidades são produtoras de café, pecuária de leite e corte e produtos da horticultura. Neste caso, também o escoamento da produção é grandemente prejudicado.
As interferências do poder publico foram iniciadas no morro do Fabinho da Caixa que já estão concluídas, lá foi realizada toda drenagem pluvial, construção de bueiros, elevação de nível da estrada e serviços de terraplanagem com compactação e posterior incorporação de solo brita, visando uma maior durabilidade dos serviços neste local.
Na estrada que liga a sede de Aracruz com a comunidade de Goiabas e Santa Maria, era um local critico que sofriam com a interdição toda vez em épocas de chuvas e elevação do nível do rio Santa Maria (Piraque-açu), quando o trecho numa extensão de 1 Km ficava alagado com água a um nível de 1,2 m acima do nível da estrada. Toda comunidade ficava isolada da sede do município, com saída apenas para o Município de João Neiva.
Além de atender as comunidades próximas a sede, as intervenções chegaram também aos distritos como Jacupemba. Lá, a estrada que dá acesso à comunidade de São José, que esta inserida dentro de uma pequena bacia, alaga na época de chuvas, elevando o nível de água dentro da estrada a 1,3 m, o que interdita completamente todo trafego de veículos. O secretário explica que essa obra já está em curso e ele espera finalizá-la até o final do ano.
Uma intervenção importante foi feita em Córrego Alegre, inserida numa região com uma produção agropecuária expressiva, tendo na cafeicultura sua principal atividade, seguida da pecuária leiteira, corte e agroindústrias. A imigração italiana está presente de forma expressiva nesta região com caracterização de agricultores familiares em sua totalidade. A população residente na comunidade é composta de aproximadamente 150 famílias.
As estradas de aceso a esta comunidade se apresentavam em péssimas condições e bastante estreitas, o que dificultava em alguns pontos a passagem de dois veículos. Alguns trechos também com aclives e declives precisavam de drenagem e correções, visando melhorar a trafegabilidade.
De acordo com Almir Vianna, os dois trechos foram recuperados em uma extensão de aproximadamente 6 Km, com drenagem pluvial, construção de bueiros, de caixas secas, de mata burros, recuperação de pontes, aterros nos pontos críticos, compactação do solo, abaulamento da estrada e adicionamento de solo brita.
População aprova as reformas
Com as estradas reformadas, a população comemora o fim das atolagens, dos carros quebrados devido aos buracos, das interdições e principalmente dos prejuízos financeiros. Hoje em dia o ir e vir e o escoamento da produção agrícola está garantida.
O produtor rural Nivaldo Andrade Vieira aprovou os resultados e ele tem a convicção de que investir na área rural é um incentivo a mais para manter o agricultor no campo. “O beneficiamento de estradas, facilita o escoamento da produção agrícola, conserva veículos e equipamentos. Condições fundamentais para a nossa permanência aqui”, contou.
O agricultor Antônio Luis Sfalsin, 86 anos, comemorou a intensa movimentação das máquinas na estrada que passa em frente a sua propriedade. Ele espera que os atoleiros sejam coisas do passado e que a partir de agora o tráfego possa fluir livremente.
Marcelo Rebelo

