Produtores de cacau esperam dobrar a produção em cinco anos, no ES

por admin_ideale

A fruta dá o recado: quando está amarelando é momento de tirar o cacau do pé. Nas lavouras o interior de Linhares, no Espírito Santo, muitas estão amarelas e fora do pé, mas durante anos o produtor capixaba olhou para a ausência de cor no cacau. Isso quando lavouras inteiras foram arrasadas pela doença vassoura de bruxa, o que desestruturou a produção no estado.

O Espírito Santo já ostentou a segunda colocação no ranking nacional de estados produtores de cacau, mas aí veio a estagnação na produção e depois a vassoura de bruxa, que, na região norte, que concentra a maior parte das plantações, devastou 100% das lavouras. Depois disso o estado perdeu posições e, atualmente, ocupa a quarta colocação.

O agricultor Wilson Alves passou por essa recaída. Já teve tempos em que a propriedade não produziu uma única fruta. “Em 2005 nós colhemos 2.500 sacas, em 2006 colhemos 1.800. Em 2007 e 2008 desceu e viemos levantar a lavoura de 2012 para cá, mas chegou a zero”, afirma.
 
Agora é um ano para colher expectativa. O gerente que viu a produção da fazenda cair de 180 mil sacas para zero agora trabalha na nova produção. “Hoje nós estamos com 70 mil pés de cacau plantados, todos clonados, renovando a lavoura. Então nossa  expectativa agora é a produção crescer, passando das 500 sacas”, revela.
 
E essa expectativa brotou em novas plantas. São clones resistentes à doença. O agricultor Agostinho Neto também plantou essas mudas. Cento e dez hectares doentes tiveram de ser renovados. “O produtor querendo renovar, tem que ter o dinheiro vivo para investir e vai ter uma defasagem de tempo, que é dinheiro também. Porque à medida que você substitui uma planta velha por uma planta nova, até essa nova começar a produzir vai levar uns 4 ou 5 anos.
 
Este ano, o Programa Cacau Sustentável, do Governo do Estado, deve distribuir 200 mil clones. A Comissão Executiva do Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) foi quem desenvolveu essas plantas. “Nós já estamos no segundo ano do programa e já temos uma área plantada significativa, tanto fomentada pelo Governo do Estado através da distribuição das mudas para os produtores da agricultura familiar, como também pela própria iniciativa do produtor, aquele não familiar, o médio e grande produtor, que estão acreditando na revitalização de suas lavouras, com a utilização dos clones tolerantes à vassoura de bruxa. Ano passado nós tivemos 4.870 toneladas, este ano devemos ultrapassar as 5 mil toneladas e há uma expectativa de nos próximos 5 anos dobrar essa produção”,  afirma o gerente da Ceplac/ES, Elpídeo Francisco Neto.

 

 

 

G1

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