Refazer o que o fogo destruiu. Essa é a atual tarefa dos trabalhadores de campo do Instituto Terra na Reserva Ecológica de Itapina, em Colatina-ES. A Reserva sofreu um grande incêndio em agosto de 2013, quando perdeu 36,19% da cobertura vegetal que estava sendo recuperada pela ONG ambiental desde 2009.
O trabalho de refazer os plantios na área perdida com o incêndio está sendo possível a partir de novo apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.
Área de Mata Atlântica, a Reserva de Itapina estava em estágio avançado de degradação quando o Instituto Terra iniciou o trabalho de reflorestamento há cinco anos. Durante esse período, as ações realizadas tiveram o apoio e aporte financeiro do próprio BNDES, da Samarco e da Prefeitura Municipal de Colatina. Somando esforços no resgate da área destruída pelo fogo, a Vale destinou 100 mil mudas de espécies de Mata Atlântica, além de adubo.
Em relação ao incêndio, o laudo do Corpo de Bombeiros apontou como causa do fogo “ação pessoal”, e esse laudo foi encaminhado à Polícia Civil para as providências legais.
De acordo com o analista Ambiental do Instituto Terra, Jaeder Lopes Vieira, a recomposição florestal da Reserva de Itapina apresentou grau de complexidade extrema, devido ao avançado estágio de degradação em que se encontrava, fruto de uma exploração predatória, que causou a perda de nutrientes, da cobertura vegetal existente e marcadamente de solo.
“Além disso, existem as características próprias das áreas de Mata Atlântica, que após um incêndio, tornam ainda mais necessária a intervenção humana para reconstituir a cobertura vegetal”, explicou Vieira.
Maria Helena Fabriz

