Nesta terça-feira, 20, as cotações do cacau na bolsa de Nova York registraram a terceira valorização em três sessões seguidas em meio à forte demanda industrial e a incertezas cada vez maiores sobre o descontrole da epidemia de Ebola na África. A doença já atingiu Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
A doença está totalmente fora de controle na zona oeste de África. A grave situação já vitimou mais de 1.200 pessoas. Apesar de, a doença ainda não ter atingido os dois maiores produtores, Gana e Costa do Marfim, o movimento de especulação tem interferido na comercialização do fruto. Sobre os fundamentos, a demanda em alta já se reflete nos preços da manteiga de cacau nos EUA, que subiram 40% na semana até o dia 15, ante igual período de 2013.
De acordo com o especialista de mercado Thomas Hartmann, os mercados de cacau estiveram sob a pressão de vendas de fundos especulativos praticamente desde sua abertura, movimento que se acentuou a partir da hora em que os grandes operadores em Nova Iorque iniciaram seu expediente. “O motivo aparente da queda, a primeira de maior montante em mais de um mês, foi uma reação às notícias de persistentes entradas elevadas de cacau da Costa do Marfim”, informou.
O contrato de Dezembro/14 em Nova Iorque fechou em baixa de $56 no horário oficial cotado a $3204 onde também terminou o dia. O mesmo contrato em Londres caiu £20 para fechar em £2024. Os volumes negociados somaram 20.890 contratos em Londres e cerca de 26.000 em Nova Iorque.
A tendência, segundo o analista é o agravamento do quando baixista, “indicadores técnicos tornaram-se negativos e podem provocar um prosseguimento da baixa”, concluiu. O preço comercializado no mercado baiano está aproximadamente R$110,00 a arroba do cacau em amêndoas.
Mercado do Cacau

