Quando o produtor rural Eulézio Braga Filho, de Boa Esperança, procurou o Incaper na GrandExpoES 2014, ele já sabia que teria as informações necessárias para combater a broca do café. Um laboratório de entomologia foi montado no evento para oferecer todas as informações técnicas necessárias e garantir que a produção agropecuária capixaba seja cada vez mais sustentável.
As orientações foram passadas pelo laboratorista do Incaper, Bismarque Matos. “Foi explicada a maneira como capturar a broca. A armadilha feita de garrafa pet possui um recipiente com semioquímico, uma solução de uma parte de etanol para três partes de metanol com óleo de café. O aroma do café atrai a broca até a armadilha, que acaba morrendo no fundo da garrafa em uma solução de água e sabão. Assim, é possível saber o nível de infestação da lavoura”, disse Bismarque.
A orientação para o combate da broca do café depende do nível de infestação. Por isso, o produtor deve procurar o Escritório Local de Desenvolvimento Rural do Incaper. Eulézio também conheceu de perto os danos que a broca do café causa ao fruto. E teve acesso à bibliografia específica sobre o assunto.
Além da broca do café, o laboratório de entomologia apresenta informações sobre o bicho mineiro (inseto que ataca as folhas do café), armadilha para capturar a mosca da fruta, um repelente natural (extrato de citronela), caldas agroecológicas que ajudam no combate de algumas pragas, além de mostruários com insetos que podem causar danos à agricultura.
Juliana Esteves

