Depois de se destacar na produção de grãos, produtores do Oeste do estado estão investindo em uma nova cultura: o eucalipto. É um investimento de longo prazo, mas já começa a ganhar destaque no agronegócio do Oeste baiano. Hoje, a região já é a terceira maior produtora da Bahia, com um viveiro de 15 milhões de novas mudas.
O eucalipto é cultivado para várias finalidades, entre elas estão a fabricação de celulose e papel e a madeira para construção de móveis. A planta é uma opção de investimento a longo prazo e os produtores do Oeste da Bahia estão apostando na cultura. “Hoje estamos em terceiro lugar na produção na Bahia, mas temos condições e campo para ser o primeiro. A expansão agrícola está aqui no Oeste”, afirma o produtor Itacir Tadeu Delmagro. Somente na região estão plantadas mais de 57 mil hectares da árvore.
O cultivo do eucalipto é bem fácil e dispensa alguns cuidados. As mudas podem ser plantadas em terrenos pouco férteis e o uso de defensivos agrícolas, na maioria das vezes, não é necessário. Os 500 hectares de eucalipto plantados pelo seu Itacir ficam em Barreiras, onde ele cultiva várias espécies da planta, como por exemplo, a Citriodora, que é boa para madeira.
Tudo começa no viveiro, onde o produtor prepara as 15 milhões de mudas de eucaliptos todos os anos. 75% das mudas plantadas são clonadas e 25% são de sementes. Elas saem do viveiro prontas para o plantio, mas é preciso ter paciência. As mudinhas vão se transformar em árvores enormes e só poderão ser cortadas após sete anos.
O eucalipto permite dois cortes em um único plantio. O primeiro acontece em sete anos e em seguida vem a rebrota, que é uma nova árvore que nasce no mesmo local, mas que só poderá ser cortada após sete anos. Depois de cortadas, as árvores da fazenda de seu Itacir seguem direto para a madeireira, onde a madeira é descascada, tratada e fica pronta para ser comercializada em todo o país.
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