O caso de sucesso do café do Cerrado de Minas Gerais foi um dos temas abordados nesta sexta-feira (30), segundo dia do Simpósio sobre Certificação e Indicação Geográfica, que está sendo realizado em Vitória, com o objetivo de aprofundar a discussão sobre a realidade e as perspectivas de produtos certificados e da indicação geográfica.
O coordenador de Novos Negócios da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Moacir Aga Neto, apresentou o trabalho realizado pelos produtores da região que iniciaram o cultivo devido a intempéries em outros estados. “O problema de geada no Paraná e doenças em São Paulo fizeram os produtores de arábica buscarem outras regiões para produzir café. Tinham o DNA da cafeicultura e foram plantar café na região do cerrado mineiro. A altitude e o clima favoreciam e era necessário trabalhar o solo”, diz Moacir Neto.
Hoje, a região tem 4.500 produtores em uma área total de 170.00 hectares e uma produção anual de cinco milhos de sacas. “O trabalho associativista foi importante e favoreceu essa trajetória”, destaca o coordenador.
Atualmente, as cooperativas e associações de produtores da região compõe a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que representa, controla e promove a região e seus produtos. Em 2005, conseguiram a Indicação de Procedência – Demarcação do território. Em 2013, a Denominação de Origem – comprovação das exclusividades das características do café. “Oferecemos um produto com rastreabilidade e processo definido de produção. São 300 fazendas credenciadas, hoje, com sistema de rastreabilidade online fornecendo garantia de origem e de qualidade. É um processo simples mas atuante que garante esse diferencial para café da nossa região e produtores”, garante Moacir.
O Simpósio é realizado pelo Sebrae/ES, Crea/ES, SEEA; com promoção do Cedagro; e patrocínio do Bandes, Secretaria Estadual de Agricultura e Incaper; e apoio institucional do Ministério da Agricultura.
Redação Campo Vivo

