A safra de café conilon no Espírito Santo deve ser maior este ano, totalizando nove milhões de sacas, segundo projeções do presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), Antônio Joaquim Souza Neto. A cooperativa atua principalmente no norte e nordeste do Estado, mas possui associados em todas as regiões capixabas e duas filiais no sul da Bahia. Com isso, Antônio espera receber 1,2 milhão de sacas de café este ano, em comparação as 860 mil sacas no ano passado. "A gente espera que novos sócios continuem entrando e que a colheita deste ano seja razoável", explica.
A seca que atingiu o Espírito Santo em 2012 teve reflexos na safra de 2013, que Antônio definiu como "horrível". A quebra de produção nas lavouras ficou em torno de 25%, se agravando na Bahia, onde a média foi de 40%. Por isso, o número de sacas recebidas no ano passado foi pequeno comparado até ao número de 2012, que somou pouco mais de um milhão de sacas.
Em relação à colheita deste ano, Antônio mostra-se otimista, mas mantém a cautela. De acordo com ele, devido ao café ser uma cultura longa, que demora a se recuperar de condições climáticas adversas, a produção será razoável, mas significativamente superior ao ano passado, tanto em qualidade como em tamanho.
Colheita ainda é pequena – Segundo o presidente da Cooabriel, a colheita no Espírito Santo já começou, mas ainda é pequena. Ele diz que o grão precoce já está maduro nas lavouras, o que permite o início da colheita. Os outros dois – médio e tardio – ainda estão verdes e devem demorar um pouco mais para amadurecerem.
Além disso, muitos agricultores plantam em carreira – não misturando mudas diferentes -, o que os permite apanharem a cereja com mais rapidez. "Quem tem café precoce já está colhendo. Mas também têm os apressadinhos, que apanham antes de amadurecer", revela. Contudo, pontua que a cooperativa busca conscientizar os associados a esperarem o grão ficar maduro, o que resulta em bebida de maior qualidade. Ainda não há índices porcentuais ou numéricos para acompanhar a colheita.
O clima, segundo ele, está favorável até o momento. Os meses de abril a agosto costumam ser mais secos no Espírito Santo. Em janeiro e fevereiro, a chuva ficou um pouco abaixo da média no Estado, mas o déficit não foi muito sentido devido às precipitações em excesso durante novembro e dezembro, que superaram os 800 e 600 milímetros, respectivamente. O abuso de água foi ruim às lavouras porque o solo ficou encharcado, mas os dois primeiros meses deste ano conseguiram amenizar os estragos.
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