Manabi realiza novas oficinas com pescadores de Linhares

por admin_ideale

Para compreender as perspectivas das comunidades pesqueiras que estão na área de influência do projeto Porto Norte Capixaba a ser construído pela Manabi em Linhares, a empresa coordenou mais uma série de oficinas participativas. Os encontros com os pescadores de Pontal do Ipiranga e Barra Seca, Povoação, Regência e Degredo aconteceram entre os dias 31 de março e 5 de abril, reunindo mais de 120 pessoas.

Durante as reuniões, os pescadores foram convidados a identificar as principais transformações na pesca local nas últimas três décadas, além de indicar elementos que estão associados às potencialidades ou fragilidades da atividade pesqueira.

Participando ativamente do encontro, o presidente da Associação de Pescadores e Assemelhados de Povoação, Simião Barbosa Santos, aprovou a dinâmica de trabalho e falou sobre a importância do diálogo com a comunidade. “A atitude da Manabi de vir até aqui conhecer a vida do pescador, ouvir a opinião dele e tirar dúvidas sobre o projeto está correta, pois dessa forma é possível fazer os alinhamentos necessários”.

Jacqueline Abreu, da área social da Manabi, frisou que “é por meio desses encontros que a empresa procura entender os anseios da comunidade, conhecer a dinâmica de pesca de cada localidade e o que é necessário para a manutenção da atividade, além de esclarecer dúvidas dos pescadores sobre o empreendimento”.

O pescador de Pontal do Ipiranga, Dieke Leonel, também reforçou a necessidade do diálogo constante. “Os eventos são bons para a empresa conhecer o dia a dia do pescador, assim como é bom saber que antes de iniciar o projeto a empresa nos ouviu.”

José Leite Costa, presidente da Associação de Pescadores e Extrativistas de Degredo, ficou satisfeito com a iniciativa. “Me preocupo com os impactos, mas vejo o porto como uma oportunidade para nossos jovens. Acredito que, com o programa de qualificação profissional que a empresa vai desenvolver, os jovens terão chances de fazer um curso e arrumar um emprego para agregar valores na comunidade.”

A mesma opinião é compartilhada pelo presidente da Associação de Pescadores de Regência, Leônidas Carlos. “O porto vai trazer desenvolvimento para região e não vai ofender a área de pesca, porque projetos como este são atrativos para os peixes, que se juntam em volume maior”, afirmou.

Frequentando há mais de 20 anos a praia de Barra Seca, o presidente/fundador da Congregação Naturista do Estado do Espírito Santo, Márcio Ramalho Braga, esteve presente na oficina. “É a primeira vez que vejo um empreendimento aqui na região preocupado em trazer um retorno pelo uso de área. Vejo que a Manabi está interessada em saber de que forma pode ajudar a classe pesqueira”, destacou.

Projeto é apresentado em Conceição da Barra

Os integrantes da Associação de Camaroeiros de Conceição da Barra e da Colônia Z 01 conheceram detalhes do projeto do Porto Norte Capixaba, explanado pelo diretor da Econservation, Sérgio Loureiro, empresa responsável pela elaboração do Estudo de Impacto Ambiental.

Loureiro apresentou o diagnóstico, os possíveis impactos do projeto e quais programas a empresa pretende implantar para minimizá-los. Junto à Jacqueline Abreu, da Manabi, ouviu as expectativas da comunidade em relação ao empreendimento, sobretudo quanto aos aspectos ambientais e socioeconômicos.

Venâncio da Silva Rufino, que começou a pescar com nove anos de idade, participou da oficina para entender melhor o projeto. “Vim para conhecer os benefícios e os impactos que o porto vai trazer para nossa região.”

O projeto já foi apresentado às Colônias Z 06, Z 13, Z 07, Z 01 e às comunidades pesqueiras de Linhares, Santa Cruz, Barra do Riacho e Barra do Sahy, no município de Aracruz, e da cidade de São Mateus, entre dezembro 2013 e fevereiro deste ano.

Sobre a Manabi

Criada em março de 2011, a Manabi possui direitos minerários próximos à região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, especialmente nos arredores da cidade de Morro do Pilar. Estudos apontam a existência de 1,3 bilhão de toneladas de recursos no local onde a empresa planeja montar suas plantas de extração. As reservas de minério de ferro possuem capacidade para produzir até 25 milhões de toneladas por ano, de produto premium, com teor de 68,0 a 68,5% de ferro, com nível baixo de impurezas.

A produção será escoada via mineroduto e exportada pelo Porto Norte Capixaba, impulsionando a economia regional.

 

 

 

Valda Ravani

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