Por sua alta lucratividade e a facilidade de ser adaptável a espaços menores, o cultivo de pimenta-do-reino tem se destacado cada vez mais no cenário econômico capixaba. Como a maioria das propriedades rurais do Espírito Santo pertencem a pequenos produtores, a cultura se mostra uma excelente alternativa para diversificação da produção e garantia de rentabilidade.
Prova disso são os investimentos que os produtores vêm realizando no cultivo de pimenta-do-reino com o apoio do crédito produtivo oferecido pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Só em 2013, R$ 14,2 milhões foram destinados à cultura em mais de 350 projetos de financiamento. Os valores são semelhantes ao montante aplicado em 2012, quando 427 operações de crédito para o segmento somaram R$ 15,2 milhões.
O Norte do estado, por suas condições climáticas e solo adequado, se destaca na produção de pimenta-do-reino e o município de São Mateus já é o primeiro produtor da especiaria em todo o território nacional. Quase R$ 4,5 milhões do crédito liberado pelo Bandes em 2013 foram destinados a São Mateus, que ocupa mais de 65% da área cultivada e da produção. Outro local que se destaca nos investimentos é Nova Venécia, que foi o destino de quase R$ 3 milhões aplicados no cultivo.
Para o gerente de relacionamento do Bandes, Ricardo Teixeira, a expansão do investimento da especiaria na Região é fruto de um trabalho do banco junto aos produtores incentivando o crédito produtivo e orientado voltado à diversificação da produção agrícola.
“O Bandes possui as condições para que o produtor rural diversifique a produção em sua propriedade e, com isso, aumente sua renda, sua produtividade e qualidade de vida. A atuação do banco na região Norte do Estado possibilitou que o cultivo de pimenta do reino se transformasse em uma boa alternativa para os agricultores. As cidades de São Mateus, Nova Venécia, Jaguaré e Boa Esperança se destacam nessa cultura, absorvendo grande parte dos investimentos do Bandes no setor. Recentemente percebemos que em outros municípios, principalmente Pedro Canário, a procura pelo investimento nesta cultura tem aumentado”, destaca o gestor.
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