A revista Food and Chemical Toxicology (editora Elsevier) resolveu voltar atrás e se retratou, retirando a validade científica do estudo “Toxicidade em longo prazo de um herbicida Roundup e de um milho geneticamente modificado tolerante ao Roundup”. O artigo, do pesquisador Gilles-Eric Seralini. havia sido publicado em Setembro de 2012.
O estudo provocou revolta na comunidade científica ao afirmar que ratos alimentados com milho transgênicos teriam maior tendência a desenvolver câncer e morrer. Com duras contestações de vários pesquisadores – que questionaram a metodologia e a confiabilidade científica – foi deflagrada uma investigação pelo editor-chefe da revista, A. Wallace Hayes.
Após um ano de investigações, a editora Elsevier afirmou em nota oficial que foram encontradas “causas legítimas de preocupação” sobre a metodologia do estudo, especialmente com relação ao número e à linhagem de ratos usados nos experimentos. “Em última instância, os resultados apresentados são inconcludentes”, admite a nota.
De acordo com o comunicado, foram utilizados 10 ratos em cada grupo de comparação – um número muito pequeno e não suficiente para conclusões. Além disso, a linhagem de roedores usada na suposta pesquisa já é mais propensa ao desenvolvimento de tumores. Para a comunidade científica, caiu por terra a credibilidade do Comité de Recherche et d’Information Indépendantes sur le génie GENétique (CRIIGEN), um dos poucos apoiadores da tese, mas que foi fundado pelo próprio autor do “estudo”.

