Ceplac emite nota sobre Cochonilha rosada que ataca cacaueiro

por admin_ideale

A cochonilha rosada (Maconellicoccus hirsutus, Green) é uma praga exótica e de importância quarentenária. Ela ataca mais de 200 espécies de plantas, muitas delas de importância para o Brasil, incluindo: feijão, citros, coco, café, algodão, milho, pepino, uva, goiaba, amendoim, abóbora, graviola, roseira, cacau e as ornamentais do gênero Hibiscus.
 
A praga é um inseto que suga a seiva e injeta substâncias tóxicas na planta, debilitando as culturas e comprometendo a produtividade dos vegetais, e é facilmente disseminada pelo vento, pela chuva, por meio de pássaros, formigas, roupas e veículos. O trânsito de plantas e suas partes, de espécies consideradas hospedeiras (incluindo frutos frescos e o material de plantio) pelo país, ou mesmo de uma propriedade agrícola para outra podem disseminar a cochonilha.
 
A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – Ceplac emitiu um parecer técnico alertando aos produtores de cacau, extensionistas, pesquisadores, produtores de mudas, Fiscais Agropecuários e o público em geral sobre a incidência da doença e cuidados que devem ser adotados para conter a disseminação e ataque da praga às lavouras.
 
De acordo com o doutor em entomologia da Ceplac, Kazuiyuki Nakayama, em entrevista ao Mercado do Cacau, a Choconilha rosada não é devastadora como a vassoura de bruxa, que quase dizimou as plantações baianas, mas alerta: “Como, até então não havia registro do ataque da praga em cacaueiros e só recentemente foi detectada nos cacauais da Bahia e Espírito Santo, há necessidade de ampliar o conhecimento existente, afim de, amparar um programa de controle integrado”, informa.
 
Nesse sentido, o órgão orienta o que deve ser feito para conter o ataque da praga: “em curto prazo, é necessário fazer uso de inseticidas químicos para conter o avanço da praga, mas atualmente, só a Deltametrina tem o registro e a extensão de uso para o cacaueiro. Do ponto de vista técnico, não é desejável a utilização contínua de um único inseticida porque corre-se o risco da praga desenvolver resistência ao mesmo, por isso se recomenda a alternância e o uso de mais de um inseticida”, diz a nota.  
 
Em 2013, no município de Linhares, Espírito Santo, foi registrada a ocorrência da cochonilha rosada em cacaueiros, em áreas com maior luminosidade e sem distinção de materiais genéticos, e, a CEPLAC registrou, pela primeira vez, o ataque desse inseto em cacaueiros na Bahia, no município de Mucuri, sendo posteriormente, detectada a sua presença em Itamaraju no Extremo Sul e Recôncavo Baiano.
 
É certo que a praga causa danos irreversíveis à plantação, pois, ataca especialmente as partes em desenvolvimento (gema apical, fruto jovem, inflorescência e almofada floral), no entanto o órgão afirma está preparado para auxiliar o produtor: “Os escritórios locais da Ceplac, em todo estado, estão preparados para acompanhar os cacauicultores e tirar todas as dúvidas, uma vez que, a Instituição já identificou a praga e dispõe de técnicos capacitados para prestar assistência aos produtores”, informou Adonias de Castro, chefe do Cepec.

 

 

Mercado do Cacau

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