Mapa e Abras investem em programa para rastreabilidade de produtos

por admin_ideale

O que há alguns anos pareceria cena de filme de ficção científica hoje já é realidade em alguns supermercados brasileiros. Com um smartphone os consumidores desses locais conseguem saber a procedência dos hortifrútis à venda. Isso porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) assinaram Termo de Cooperação Técnica que implementa o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama).

O programa, que tem por objetivo instituir e difundir a rastreabilidade no mercado brasileiro e também de disseminar e fortalecer as Boas Práticas Agrícolas e a Produção Integrada Agropecuária nas cadeias produtivas de alimentos, prevê a implementação de atividades conjuntas que visam ao rastreamento e ao monitoramento do uso de agrotóxicos entre produtores rurais, distribuidores de frutas e hortaliças, fabricantes de insumos e seus distribuidores.

Muitos produtores estão colocando, nos rótulos dos alimentos, os códigos QRCODE para leitura por meio das câmeras de smartphones que, posteriormente, são convertidos em textos ou endereços na internet. Alguns supermercados já possuem totens próximos às gôndolas, nas quais o consumidor pode acessar as informações sobre determinado produto. A rastreabilidade é uma importante ferramenta para o consumidor chegar à origem do alimento e garantir sua qualidade, identificando o produtor e tendo acesso ao acompanhamento e registro de todas as fases operacionais do processo produtivo, desde a fonte da produção até a sua comercialização.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Rocha, quem mais se beneficia das informações obtidas com a adoção da rastreabilidade nos sistemas produtivos agrícolas é o consumidor. “As pessoas passam a ter informações importantes sobre a origem e o processo de produção do alimento, levando para a casa a garantia de um alimento saudável, com conhecimento de sua origem e todos os processos de produção”, afirma o secretário, para quem também são beneficiados os órgãos públicos de fiscalização agrícola, que podem identificar fontes de resíduos e contaminantes em alimentos. “E os próprios produtores rurais são beneficiados, uma vez que os mercados compradores exigem cada vez mais um sistema de garantia de origem”, completa.

Atualmente, o Rama está sendo executado, em estágio avançado, pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) em Santa Catarina e também pela Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn). Nesses dois estados, já somam mais de 20 redes de supermercados participantes e mais de 230 fornecedores integrados ao sistema de rastreabilidade e monitoramento dos resíduos de agrotóxicos. Em outros estados, como Pará e Maranhão, também estão sendo iniciados os trâmites para a implementação.

 

Sou Agro com informações do Mapa

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