Outro ponto alto abordado na palestra do pesquisador australiano nesta quarta-feira foi o questionamento a respeito do número ideal de touros para cobrir as vacas na estação de monta. A tendência que vige atualmente no país dos cangurus é colocar touros com melhores índices e reduzir o número em relação ao total do rebanho. “Os touros são muito territoriais e competitivos. Uma quantidade excessiva de reprodutores pode fazer com que os bons não emprenhem as vacas, mas daí por uma questão de competição entre touros.” Na avaliação de Fordyce, o número de touros ideal não pode ultrapassar de 1% a 2% do rebanho. Num percentual de 3,5% já começa a haver muita competição na monta natural. O evento do Nespro vai até amanhã, quinta-feira (26), em Porto Alegre, na Reitoria da Ufrgs.
Número de reprodutores não deve ultrapassar 1% do rebanho
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No segundo dia do 1º Simpósio Internacional sobre Sistemas de Produção de Bovinos de Corte do Nespro, Geoffry Fordyce, da Universidade de Queensland, falou sobre a experiência australiana do ponto de vista dos touros. Numa análise em 260 mil reprodutores de diversas raças, onde no Norte do país predominam as raças índicas e no Sul as europeias, o pesquisador chegou à conclusão que a idade dos exemplares não deve ser utilizada para medir a circunferência escrotal. O indicador ideal é o peso. Na mesma avaliação, a média das circunferências ficou entre 26 e 40 centímetros. “Essa é uma diferença que não deve ser desprezada”, avaliou Fordyce. Em geral, na Austrália, animais com circunferência escrotal muito grande não são recomendados.
Agrolink com informações de assessoria

