A comercialização de café em Colatina, no Espírito Santo, o maior produtor nacional do grão conilon (robusta), segue em ritmo menor ante o mesmo período do ano passado, diz Milton Nolasco de Carvalho, da Escolha Corretora de Café. Segundo Carvalho, o motivo é a quebra desta safra 2013/14 no Estado em função de adversidades climáticas. “Por causa da quebra, o cafeicultor está rolando a dívida e esperando um preço melhor para vender”, afirma.
A estimativa de corretores é que a quebra chegue a 40% da safra, mas ainda não há projeções sobre o volume a ser colhido. Praticamente 90% do ciclo já foi colhido no Estado.
A secretaria de Agricultura do Espírito Santo estimava, no início de maio, uma produção de 10% a 15% menor em relação ao ciclo 2012/13. Na temporada passada, a colheita de café conilon bateu recorde e alcançou 9,7 milhões de sacas. O Espírito Santo responde por 75% da produção nacional de robusta.
A região norte do Estado, que representa cerca de 80% da safra, enfrentou uma situação climática atípica. Em agosto, período predominantemente seco, chuvas intensas prejudicaram o florescimento do café e a consequente formação dos frutos; depois, de novembro a fevereiro, os índices pluviométricos ficaram abaixo da média, o que afetou as lavouras não irrigadas da região sul do Estado, de acordo com a secretaria.
O café conilon do tipo 7/8, de padrão médio de qualidade, está sendo negociado a R$ 242 por saca ante R$ 240 na semana passada.
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