A Prefeitura de Colatina está capacitando cinco proprietárias rurais, do ramo de agroindústrias, dos distritos de Baunilha e Boapaba, com um curso de Embalagem e Rotulagem. Por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), o projeto é realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa), parceiro na iniciativa, e pretende orientar em diversas questões relacionadas a produtos alimentícios, de acordo com a legislação vigente.
Participam as proprietárias rurais, Maria Tereza Ribeiro Goldner e Euziane Sian Ribeiro (bolos, biscoitos, doces, roscas, roscas, pães e a Pereveca, um rocambole alemão), e também Andressa Martinelli Zaché Zupelli (água de coco), de Baunilha; e Eliane Borghi Casotti e Maria Inês Coser Brumatti (café), de Boapaba.
O curso é desenvolvido em quatro serviços com a finalidade de aumentar as vendas, quanto à adequação do espaço físico para a produção de alimentos e bebidas seguros para o consumo; implantar a ferramenta de qualidade “Boas práticas de fabricação”, para garantir a produção de alimentos saudáveis; e desenvolver embalagem e rotulagem adequadas para cada tipo de produto.
Cursos
O primeiro é a “A Estrutura e layout”, que é quando os alunos recebem orientações nos locais de fabricação para evitando “retrabalhos, perdas financeiras e de tempo na construção do local de fabricação. Esta fase é desenvolvida com a medição e coleta de dados, realização de croqui, uso de materiais de acabamento apropriados e equipamentos e emissão de relatório final.
“A Rotulagem e a Tabela Nutricional” é a etapa que visa desenvolver as tabelas nutricionais dos produtos (quando a legislação solicitar) e orientar sobre o que pode, ou não, ser inserido no rótulo, de acordo com a legislação daquele produto. O desenvolvimento consiste em coleta de dados de fabricação dos produtos, rotulagem adequada (com ou sem tabela nutricional), e dispensa ou registro de produtos.
“Design de Rotulagem e Embalagem” é para a criação da identidade visual da empresa, a escolha do nome e a elaboração da embalagem. E “Implantação das Boas Práticas de Fabricação”, que é a etapa para treinar e implantar as boas práticas de fabricação das agroindústrias, para produzir alimentos seguros. Consiste na realização do diagnóstico inicial para verificação das boas práticas, na elaboração do plano de ação para correção das não conformidades e no treinamento em boas práticas na manipulação de alimentos.
É nessa fase que é elaborado o manual de boas práticas e dos procedimentos operacionais padronizados, implantados os procedimentos operacionais padronizados na realização do diagnóstico final e feito o relatório final.
Oportunidade e segurança
Atualmente, o curso está na fase de Design de Rotulagem e Embalagem, e as agroindústrias estão se ajustando às exigências da Vigilância Sanitária, com exceção de uma que já tem a estrutura pronta. Para o superintendente de Turismo da Sedetur, Elói Fioroti, o curso é mais uma oportunidade do produtor rural chegar com uma apresentação melhor ao mercado com os produtos que fabrica. Para agregar valor ao que já trabalham em suas propriedades. “Tenho certeza que eles estão gostando muito do curso”, disse.
E é isso mesmo que vem acontecendo com Andressa Zupelli, que mora em Córrego São Fernando, a cinco quilômetros da sede de Baunilha, e vende a água de coco “Doce Verão” a pouco mais de um ano. Para ela o curso é “importantíssimo para a gente que mora no campo. Para gerar e agregar renda e nos ajudar a criar um salário para ajudar no orçamento doméstico”.
Ela disse que o curso surgiu para mudar a vida dela. “O melhor de tudo é ter uma orientação de acordo com a legislação nos projetos, porque a gente se sente mais segura para começar. É muito trabalho, empecilho, e com tudo legalizado é mais fácil. E tudo com um custo baixo. É maravilhoso. Os consultores são profissionais competentes, e acompanham o trabalho todo na casa da gente”.
Andressa contou que no verão vende cerca de 300 a 400 garrafinhas de água de coco. Ela tem em sua propriedade cerca de 200 pés adubados e irrigados, mas já uns 100 prontos para produzir os frutos. Sua meta, por enquanto, é vender para dois ou três pontos por semana.
“Atualmente estou na fase dos rótulos. Quando acabar a colheita do café, tenho a intenção de construir o meu espaço para trabalhar ao lado da minha casa, conforme o projeto já feito pelo Sebrae. A planta está pronta. No curso já trabalhamos com a Tabela Nutricional, e estamos na fase do Design da Rotulagem, com a minha marca Depois virá a fase das Boas práticas, mas só quando a estrutura física estiver pronta”.

