CCCV parabeniza a ação do MPES e da Sefaz no combate a fraude do café

por admin_ideale

 

O Centro do Comércio de Café de Vitória afirma que a ação do Ministério Público Estadual (MPES) e da Secretaria Estadual da Fazenda  (Sefaz)  foi muito bem organizada e criteriosa.O presidente Luiz Antônio Polese destaca que a operação robusta foi extremamente positiva para o setor cafeeiro.Segundo Polese, após o final das apurações a sociedade capixaba conhecerá realmente quem faz parte dessa atividade criminosa.

O agronegócio café no Espírito Santo é representativo economicamente e socialmente e é composto de milhares de pessoas honestas, trabalhadoras e que contribuem com o desenvolvimento econômico e social do Estado. "Ações articuladas e organizadas como essas, envolvendo a Secretaria da Fazenda, o MPES e entidades de classe são extremamente benéficas para o Estado", frisa Polese.

O CCCV tem atuado frequentemente e levantado a bandeira do combate à sonegação e outras questões fiscais. A fraude prejudica o mercado que atua na legalidade, pagando impostos e agindo em conformidade com a lei. Cria- se uma relação desleal em que as empresas idôneas, impossibilitadas de concorrer com as que se utilizam do recurso da fraude, têm que fechar portas, demitir pessoas e deixar de atuar na área.

Tanto a Sefaz quanto o MPES são importantes parceiros do CCCV em sua ação em prol da legalidade. Medidas como essas visam atacar a ação criminosa e evitar perdas ainda maiores.Porém, é necessário dar continuidade às investigações e adotar algumas medidas como o aperfeiçoamento da legislação e a criação da nota fiscal eletrônica de produtores rurais. "O café movimenta recursos, gera empregos. O ES é o maior produtor brasileiro de Conilon, segundo estado maior produtor de café. Somos o segundo no conilon/robusta no mundo, atrás apenas do Vietnã. Trata-se, portanto, de perdas substanciais que afetam não apenas empresas que atuam no mercado de forma lícita. Essas perdas atingem diretamente trabalhadores do setor, com a exclusão de postos de trabalho, com a desativação de armazéns, descontinuidade de atividades, além, é claro, de fechamento de empresas", ressalta Luiz Antônio Polese.

 "É nosso papel, enquanto órgão regulador, entidade representativa do setor, vir a público em defesa dos empresários e das empresas que atuam dentro da legalidade e não apenas deles. Temos a obrigação de nos manifestar solicitando as medidas dos órgãos competentes, como essa ação positiva para o mercado de café, porque o que está em jogo são os interesses do ES e dos capixabas", finaliza Polese.

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