A
presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora
Kátia Abreu, reuniu-se na terça-feira (05/03), em Brasília, com o ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, para
tratar de questões relacionadas à promoção de produtos agropecuários do Brasil
no exterior. Nesse sentido, pediu que a CNA e o Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA) passem a integrar o conselho da Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). “Das nove vagas
do conselho, duas estão disponíveis e elas poderiam ser direcionadas para
representantes do setor agropecuário, em função do peso desse setor para a
economia do País”, afirmou.
Na reunião, a senadora Kátia Abreu citou a China como uma das prioridades para
o setor agropecuário brasileiro, ressaltando a necessidade de buscar parcerias
para atrair investimentos chineses para o País e ampliar esse mercado, que foi
o principal importador de produtos do agronegócio brasileiro em 2012,
respondendo por 18,8% dos embarques no acumulado do ano. Lembrou que carnes,
sucos e café são produtos prioritários no comércio com a China. No caso das
carnes, os cortes de carne bovina atendem apenas 10% do que a China importa. As
vendas de carne suína são irrisórias, enquanto a quase totalidade das
importações chinesas de frango são provenientes do Brasil. “Temos condições de
expandir o comércio de carne suína e bovina, garantindo mais renda aos
produtores brasileiros”, afirmou.
Também há potencial para o café, produto que pode ser vendido pelo Brasil para
a China, onde o consumo médio é de até seis xícaras por habitante por ano,
muito abaixo do verificado em outros países. “O consumo de café na China cresce
30% ao ano. Maior produtor mundial do produto, o Brasil precisa aproveitar essa
incrível oportunidade em termos comerciais, o que será possível a partir da
criação de uma marca para o café brasileiro”, afirmou a presidente da CNA. O
ministro manifestou apoio à ideia de criação da marca, tema que será discutido
pelo Governo Federal e pela CNA.
Para a senadora Kátia Abreu, as vendas de produtos brasileiros para a China
precisam ser feitas “por um exército de agentes comerciais”, especialmente nas
províncias, que têm cotas para importação de produtos. “Eles querem comprar
grandes quantidades de produtos, tendo o maior número possível de fornecedores.
As agroindústrias brasileiras precisam estar preparadas para atender a esse
importante comprador”, afirmou. Nesse sentido, defendeu que o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) crie uma linha de crédito para
atender às agroindústrias médias brasileiras, para possibilitar a
diversificação de seus produtos.
Representantes das agroindústrias participarão, em maio, em São Paulo, de seminário
organizado pela CNA. O encontro é preparatório para um seminário que será
realizado pela CNA na China, no mês de setembro. Em maio, o foco será
apresentar aos fornecedores de produtos agrícolas todas as características do
mercado chinês. Essa “imersão” será fundamental para alavancar os negócios que
poderão ser fechados durante o seminário, em setembro.
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