Em
2012, os produtores rurais financiaram o maior volume de crédito da história:
R$ 112 bilhões, alta de 19% sobre o ano anterior (R$ 94,1 bilhões). Os maiores
acréscimos percentuais sobre 2011 entre as modalidades de empréstimo foram as
relativa a investimento, que passaram de R$ 24,2 bilhões para R$ 32 bilhões. Os
dados são do Banco Central do Brasil (BC).
“O produtor tem investido cada vez mais no campo e os resultados crescentes dos
empréstimos para esse tipo de modalidade de crédito mostram isso. Com mais
recursos em melhorias no processo produtivo, o consumidor pode ter certeza de
que além do aumento da oferta de alimentos, a qualidade do produto brasileiro –
que já é uma referência positiva mundialmente – também é garantida”, afirmou o
secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.
Além do aumento dos financiamentos de investimento, de cerca de 32%, houve
elevações também das contratações de custeio de 27%, passando de R$ 49,8
bilhões em 2011 para R$ 63,3 bilhões no ano passado. Já os recursos para
comercialização contratados pelos produtores reduziram 2,3%, de R$ 17,1 bilhões
para R$ 16,7 bilhões. “Em virtude dos preços dos produtos agrícolas terem sido
bons no ano passado e da antecipação da comercialização pelos produtores, houve
menor demanda por empréstimos dessa natureza”, explicou Geller.
Entre as regiões do País, os produtores do Sul foram os que mais contrataram no
total (R$ 41,2 bilhões, alta de 16% sobre 2011), seguidos pelos do Sudeste (R$
32,9 bilhões), e do Centro-Oeste (R$ 24 bilhões). Os estados com os maiores
volumes de financiamento foram o Paraná (R$ 17,2 bilhões), Rio Grande do Sul
(R$ 16,2 bilhões), Minas Gerais (R$ 15,8 bilhões) e São Paulo (R$ 14,6
bilhões).
Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento

